Texto Bíblico: Atos 26:19
Introdução: No livro de Atos, o Espírito Santo nos fala, três vezes, da conversão de Saulo de Tarso: uma vez na narração de Lucas, capítulo nove, e duas vezes como testemunho expresso pelo próprio Paulo, nos capítulos vinte e dois e vinte e seis. Esta conversão pode ser considerada como a mais importante prova, depois da ressurreição corporal do Senhor Jesus Cristo, de autenticidade divina do Evangelho. Irmãos sabemos que Paulo , foi um dos maiores servos de Deus, animado pela convicção de ser o principal dos pecadores e o menor de todos os santos, coloca-se ao nível de uma simples testemunha, salvo pela graça de Deus e chamado, por essa mesma graça, a cumprir o ministério que lhe fora confiado (I Tm 1:15, Ef 3:8). Irmãos vamos nos atentar ao que Paulo disse ao rei Agripa: “Não foi desobediente à visão celestial”. Vamos primeiro saber o que foi esta visão celestial da qual fala o apóstolo Paulo, e em seguida vamos definir os seus efeitos e resultados. Amém
O que foi esta visão celestial que Paulo teve e o que ela significa? Paulo um inimigo obstinado do Evangelho, segue para Damasco, munido de cartas da parte das autoridades religiosas, com o propósito de prender e matar os discípulos do Nazareno. De repente, uma luz, mais brilhante em glória que a do sol do meio dia, resplandeceu aos seus olhos e prostrou por terra a Saulo e aos homens que o acompanhavam. Então estes escutaram uma voz mas Saulo, apenas, compreendeu as palavras pronunciadas: - Saulo, Saulo, por que Me persegues? Saulo gritou: - Quem és tu, Senhor? A resposta não se fez esperar: - Eu sou Jesus a Quem tu persegues! Para este israelita de fibra, esse nome, Jesus, revestia-se de significado todo particular, Jesus – o filho do carpinteiro – Jesus esse impostor, este blasfemador, esse criminoso – Jesus, que ele e seus correligionários haviam crucificado – Jesus desprezado e abandonado pelos homens. Aquele do qual nós não fizemos caso algum – Jesus, o Nazareno maldito! Eis o que a maioria dos judeus pensava do Senhor. O qual agora aparecia na glória toda poderosa de Sua divindade aos olhos daquele que O perseguia. Nesse mesmo instante, Saulo de Tarso se encontrou face a face com Aquele que ele tinha coroado de espinhos e que Deus havia coroado de glória e de honra. Ele estava então, enganado. Crendo honrar a sinagoga, ele havia, todo o tempo, negado, odiado e perseguido o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Messias, o seu Messias. Ele havia então executado a obra de Satanás e não a de Deus. Esta experiência revelou-lhe as trevas de seu próprio coração. O caminho para Damasco era a escola onde Deus, por esse encontro pessoal de Saulo com o Senhor Jesus, ia tornar aquele homem consciente de seu estado de pecado, de sua extrema indignidade e ao mesmo tempo da insuficiência e do nada de sua justiça própria. Esta visão celestial foi para ele tanto um encontro com o Sol de Justiça quanto uma revelação do cristo de Deus, o Salvador dos homens e mais particularmente o seu próprio Salvador. “Sem esta visão celestial, não haverá jamais vida celestial para nós”.
A visão celestial foi para Paulo, o fim de sua vida antiga e o começo de uma nova existência. No caminho de Damasco, terminou a vida de Saulo de Tarso, e começou a do apóstolo Paulo. Para nós, do mesmo modo, é na Cruz que se extingue a antiga vida, segundo o mundo, a vida da carne e do pecado. Amém
A visão celestial foi para Paulo, a mudança radical da sua apreciação da vida. “Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo”. Fp 3:7. Paulo julgou, a partir de então, tudo segundo o pensamento de Cristo. Que possamos aprender a avaliar as coisas à Luz da eternidade, voltados para os ferimentos de Cristo! O que valem a popularidade a aprovação do mundo, em comparação com a eternidade que vem?
Esta visão celestial acarretou para Paulo o deslocamento radical do eixo central de sua vida. Paulo escreveu aos Gálatas: “Estou crucificado com Cristo, logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” Gl 2:20. Até então, o eixo em torno do qual havia girado a roda de sua vida tinha sido o Ego. Ele cria sinceramente que era o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó que ocupava o centro de sua vida e lhe parecia que os interesses da sinagoga e a honra da lei, eram o eixo do qual irradiavam os numerosos ramos de sua vida. Mas à luz da glória da visão celestial, ele compreendeu que estava enganado, que tudo era, mas que egoísmo, orgulho espiritual, culto religioso de um coração irregenerado. Na Cruz do Calvário, Paulo compreendeu o verdadeiro eixo central: “Eis o Cordeiro de Deus. Aquele que O aceitam, Seu perdão, Sua paz e Sua vontade, são restituídos à orbita da vontade de Deus, e encontram seu centro, e então, completa-se para eles a mudança radical do eixo de suas vidas.
Essa visão celestial deu a Paulo uma meta, um objetivo para sua vida. “... e ser achado Nele... para O conhecer... prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” Fp 3:9; 10,14. Paulo agora tinha um alvo exclusivamente celestial para sua vida terrestre: “Uma viva esperança... uma herança reservada nos céus” 1 Pe 1:3-5.
Conclusão: Meus amados irmãos essa visão celestial creio que nos proporciona uma alegria inefável e uma satisfação íntima e preciosa, mas quando atingirmos o alvo, quando O virmos, tal como Ele é, isso será a plenitude do gozo e da alegria! Quero terminar colocando um alvo diante de seus olhos, propondo uma carreira e o prêmio desta corrida será a coroa da glória. “Alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também na revelação de Sua glória vos alegreis exultando” 1 Pe 4:13
Amém

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