sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Livro do Apocalipse: Aprendendo sobre o Livro de Daniel cap. 8

Daniel 8 - O carneiro e o Bode.
O capítulo 8 de Daniel acontece no terceiro ano de Balsazar o último rei da Babilônia, o mesmo rei do capítulo 7, na visão Daniel pareceu estar em Susã que é da província de Elão, e ele estava perto do rio Ulai. Daniel levantou os olhos e viu que diante do rio estava um carneiro que tinha dois chifres, um chifre era mais alto do que o outro, e o mais alto subiu por último. O carneiro estava bravo, dava marradas para o ocidente, para o norte e para o sul, e ninguém podia livrar-se dele. Daniel continuou olhando e viu que do ocidente vinha um bode sem tocar no chão, este bode tinha um chifre notável entre os olhos, dirigindo-se ao carneiro com toda fúria e poder, feriu-lhe e quebrou os dois chifres do carneiro, o bode o pisou e lançou por terra pois o carneiro não tinha força para o deter. O bode engrandeceu-se sobremaneira, mas na sua força quebrou o grande chifre e no seu lugar nasceu quatro chifres notáveis para os quatro ventos do céu. De um destes "chifres" saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. Este chifre cresceu até atingir o exercito dos céus e das estrelas e do exercito lançou por terra e os pisou, engrandeceu-se até o príncipe do exercito; dele tirou o sacrifício diário por causa das transgressões, e deitou a verdade por terra e o que fez prosperou. Neste momento Daniel viu que um dos Santos que falava perguntou a outro Santo até quando duraria a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, e a resposta foi: até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário seria purificado. Neste momento uma voz diz a Gabriel, para explicar a visão a Daniel que não conseguia compreende-la, Daniel cai prostrado e perde os sentidos, mas Gabriel o toca e o colaca de pé e começa a lhe explicar a visão. A  visão se referia ao tempo do fim, aquele carneiro com dois chifres simbolizava a Média e a Pérsia, a Pérsia simbolizava o chifre mais alto, por que sempre foi maior que a Média e por fim ela tornou-se líder do império, mas o bode peludo era o reino da Grécia, o chifre grande entre os olhos simbolizava o primeiro rei, Alexandre o grande, que no auge de sua força foi quebrado, Alexandre morreu no auge de seus 32 anos assassinado ou envenenado, muitos acreditam que pode ter sido doente de Malária; no seu lugar levantou-se quatro chifres deste mesmo povo mas não com força igual ao reino de Alexandre, pois ao se dividir o império Grego entre os quatros Generais de Alexandre, Lisímaco, Cassandro, Seleuco e Ptolomeu, o império Grego foi se deteriorando cada vez mais por lutas internas destes quatros reinos até finalmente sucumbir ao império Romano que o substituiu conforme a história humana e as profecias de Daniel que estamos estudando. No verso 23, diz que ao findar estes quatro reinos, se levantaria um rei muito feroz, especialista em intrigas, o seu poder é grande mas não por sua própria força, ele destruiria até os poderosos e o povo santo, faria prosperar o engano e levantaria contra o príncipe dos príncipes, mas seria quebrado sem esforço humano. Quem é este rei poderoso o chifre pequeno? Muitos estudiosos por causa de apenas um verso distorcem completamente os fatos Bíblicos e históricos sobre este personagem central do livro de Daniel, no verso 9 diz que o chifre pequeno sai ou surge de um dos quatro chifres, dando a entender que é um poder Grego, baseado nisso, dizem que o chifre pequeno é Antíoco Epifânes IV, um rei Seleuda que por volta de 168 a.C quis dominar o mundo, após muitas lutas contra o Egito, o reino dos Ptolomeus, foi expulso por Roma e na sua volta invadiu a Palestina tomando o templo de Jerusalém, no templo ele aboliu os sacrifícios e profanou o templo oferecendo carne de porco no altar do templo e colocou uma estátua de Zeus, deus Grego, dentro do templo. O período de tempo que ele fez isso foi 3 anos e 10 dias até que em 165 a.C os judeus liderados por Judas Macabeus, em revolta derrotou os exércitos de Antíoco que ao voltar para sua casa morreu de tristeza, dizem alguns historiadores. Lendo com atenção a profecia bíblica, vemos vários indícios para não aceitar Antíoco como sendo o chifre pequeno, veja: em algumas traduções bíblicas diz que o chifre pequeno saiu " de um deles" e não de um dos chifres como em outras traduções, pode ser entendido sem problema que o chifre pequeno saiu de um dos quatro ventos, pontos cardeais, norte, sul, leste ou oeste. Reforça esta colocação o verso 23 que fala que no fim do reinado dos quatros reinos Gregos aí sim se levantaria o chifre pequeno. Outro detalhe importante é que no verso 24 fala que seu poder não é de força própria, ou seja, ele não tinha exército mais dependia de outros, na sequencia usa termos idênticos ao poder do 11º chifre de Daniel 7, seria contra o povo santo, faria prosperar o engano, se levantaria contra o príncipe dos príncipes, ou seja , o próprio Jesus; e não seria quebrado ou destruído por força humana, deixando claro que Deus daria seu fim. Antíoco foi expulso pelos Romanos e depois pelos Judeus, contrariando a profecia. O poder de Roma Papal se encaixa perfeitamente nas características do chifre pequeno, ela já faz parte das profecias do capítulo 7 e o capítulo 8 dá mais detalhes sobre a sequencia profética e cronológica da história bíblica e humana, Roma Papal estava localizada no coração do império Romano que se expandiu para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa, ou palestina, também se engrandeceu até os céus, pois dizia ser o representante de Deus na terra, pisou os santos que não aceitavam o engano que por 1260 anos prevaleceu, engrandeceu-se até o próprio Jesus tirando dele o sacrifício diário, e o seu santuário foi deitado abaixo, Romanos 12 mostra claramente que o nosso culto racional a Deus é o nosso sacrifício diário, e devemos fazer e pedir tudo em nome de Jesus, Roma papal tirou de Jesus o devido lugar de adoração, tinha que se confessar ao padre, pedir aos santos intercessão a Deus, se a Bíblia diz que há um só mediador, Jesus o Príncipe dos Príncipes, I Timóteo 2:5, deitando assim o santuário de Jesus abaixo, a sua morte corpórea na cruz como o único meio de perdão e salvação. Também Roma Papal levantou-se no poder depois que os quatros reinos Gregos acabaram, era especialista em intrigas, pois apesar de não ter força própria, exército, influenciava os reinos que lhe apoiava a destruir quem não concordava com sua ideias, isso aconteceu inúmeras vezes, no extermínio das três tribos Bárbaras, Herulos, vândalos e os ostrogodos, nas cruzadas e principalmente na época das inquisições. E por fim só será destruída com o retorno de Jesus, sem esforço de mãos humanas, como vamos ver na sequencia das Profecias de Daniel e principalmente as de Apocalipse. Sobre as 2300 tardes e manhãs e o tribunal que se assentou para julgar antes da volta de Jesus, no próximo capítulo 9 de Daniel você terá a chave do tempo profético, e verá a perfeição que as peças deste maravilhoso mundo das profecias se encaixam. Não perca o próximo estudo, que Deus nos acompanhe e nos ilumine a mente para compreender a verdade que liberta, Amém. 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Olhar Feminino das escrituras: Acsa

Acsa - A astuta filha de Calebe
Acsa, filha de Calebe, entrou em cena quando seu pai a ofereceu como esposa ao homem que conseguisse conquistar a cidade de Quiriate-Sefer. Naquela época, a preocupação central do povo era com a terra. Tudo dependia dela: culto, lar, alimento, segurança financeira e politica e capacidade de criar uma família. A oferta de Calebe não foi incomum, pois era costume na época os pais arranjarem os casamentos. Otniel, sobrinho de Calebe, aceitou o desafio, tomou a cidade cananeia e recebeu Acsa e a porção de terra que lhe havia sido prometida. No entanto, Acsa sabia que suas terras só seriam produtivas se tivessem água. Vendo uma solução nas nascentes próximos dali, Acsa discutiu a situação com seu marido e convenceu-o da necessidade de pedir ajuda a Calebe. E provável que, ao buscar a bênção do pai, na verdade estava pedindo um presente de núpcias, algo de acordo com as bençãos prometidas para casamento e famílias (Dt 28:1-14). Acsa demonstrou envolvimento e interesse em sua herança, casamento e futuro. Não foi gananciosa, mas também não hesitou em buscar aquilo que precisava, como a mulher virtuosa de Provérbios 31:27.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Visão Jovem: Aprendendo com 7 jovens da Bíblia. part. 4/7

ESTER
Quem era Ester? Ester era uma bela órfã judia, que viveu na Pérsia durante a época histórica em que o seu povo estava emigrando em ondas sucessivas, de volta a Canaã, saindo do exílio babilônico. Ela, como José no Egito, e como Daniel na Babilônia, foi usada por Deus para livrar o seu povo da aniquilação. Ela preparou o terreno para Esdras voltar a Jerusalém cerca de dezesseis anos depois, e para Neemias reconstruir os muros de Jerusalém, cerca de trinta anos depois. Aquela moça foi usada para mudar a maré da história. A sua beleza, o seu espírito de sacrifício e o seu tato tornaram-na uma arma eficiente na mão de Deus, para evitar o desastre da sua raça. A oportunidade de Ester surgiu quando ela ganhou um concurso de beleza realizado com representantes de cento e vinte e sete países e províncias do Império Persa, para eleger uma rainha. Ela casou-se com Assuero (mais conhecido como Xerxes), e viveu com ele até a sua morte, treze anos depois. Ela estava casada com o rei havia cinco anos, quando Hamã conspirou o massacre dos judeus. Depois da libertação deles, Assuero, o poderoso monarca do Império Persa, teve um conselheiro judeu (Mordecai), bem como uma esposa judia. Como era a vida na época de Ester? Ester e o seu povo eram uma raça minoritária em uma terra estranha. Era um povo desapossado, com limitada liberdade pessoal. O soberano oriental era cruel e opressor. A existência era uma luta diária. Que problemas semelhantes aos nossos Ester enfrentou? Ester enfrentou e participou da perseguição do seu povo. Sem dúvida ela foi tentada a ficar em silêncio e escapar à vergonha ou ao prejuízo pessoal. Hoje em dia, os jovens cristãos não gostam de ser escarnecidos ou encarados como “diferentes”. Todos nós enfrentamos uma crise, mais cedo ou mais tarde. Ester era uma jovem que surgiu em uma emergência. Como foi que Ester resolveu os seus problemas? Ela estava disposta a abandonar a sua posição – e até a sua vida – a fim de salvar o seu povo (Ester 4:13; 5:1-8) e teve a coragem de falar quando chegou a hora, mas com tato e sabedoria.
As oportunidades de Ester foram maiores ou menores do que as nossas? Como sempre, as “chances” vêm para aqueles que estão dispostos a tirar o melhor partido delas. Hoje, a história de Ester poderia ser re-escrita, mas com graça cristã em vez do desejo de vingança que vemos nos últimos capítulos. Em Cristo, podemos nos elevar a um amor que perdoa os nossos inimigos.
Leitura designada: O livro de Ester (10 capítulos).
Esboço da Vida de Ester
1. Ester tornou-se Rainha da Pérsia – Ester – cap. 1 e 2.
2. A conspiração da Hamá, e sua queda através da estratégia de Ester – Ester capítulos 3 a 7.
3. Os judeus foram libertados através da intercessão de Ester – Ester 8:1 a 9:16.
4. A Festa de Purim foi instituída mediante decretos de Ester – Ester 9:17 até o fim do livro.
Perguntas para Estudo e Discussão.
1. O nome de Deus é mencionado no livro de Ester? A oração é mencionada? Adoração religiosa é mencionada?
2. Você acha que a deposta rainha Vastí tinha razão de recusar-se a obedecer às ordens do seu esposo?
3. Qual era o nome hebraico de Ester? O rei sabia que ela era judia?
4. Quem eram os pais de Ester?
5. Ester é uma excelente história. Indique outra história assim curta, no Antigo Testamento.
6. O que você acha do sentimento de vingança dos judeus?
Grandes Temas da Vida de Ester.
Grandes crises propiciam a manifestação de Grandeza no Povo de Deus.
Para uma ocasião como esta - Ester 4:16
Colhendo o que Semeou – Hamã.
Três grandes Festas: A Festa de Assuero, a Festa de Ester e a Festa de Purim.
Versículo para decorar: Ester 4:16.

sábado, 11 de novembro de 2017

Salmos 102: Oração de um homem aflito

1 Ouve a minha oração, Senhor! Chegue a ti o meu grito de socorro!
2 Não escondas de mim o teu rosto quando estou atribulado. Inclina para mim os teus ouvidos; quando eu clamar, responde-me depressa!
3 Esvaem-se os meus dias como fumaça; meus ossos queimam como brasas vivas.
4 Como a relva ressequida está o meu coração; esqueço até de comer!
5 De tanto gemer estou reduzido a pele e osso. 6 Sou como a coruja do deserto, como uma coruja entre as ruínas.
7 Não consigo dormir; pareço um pássaro solitário no telhado.
8 Os meus inimigos zombam de mim o tempo todo; os que me insultam usam o meu nome para lançar maldições.
9 Cinzas são a minha comida, e com lágrimas misturo o que bebo,
10 por causa da tua indignação e da tua ira, pois me rejeitaste e me expulsaste para longe de ti.
11 Meus dias são como sombras crescentes; sou como a relva que vai murchando.
12 Tu, porém, Senhor, no trono reinarás para sempre; o teu nome será lembrado de geração em geração.
13 Tu te levantarás e terás misericórdia de Sião, pois é hora de lhe mostrares compaixão; o tempo certo é chegado.
14 Pois as suas pedras são amadas pelos teus servos, as suas ruínas os enchem de compaixão.
15 Então as nações temerão o nome do Senhor e todos os reis da terra a sua glória.
16 Porque o Senhor reconstruirá Sião e se manifestará na glória que ele tem.
17 Responderá à oração dos desamparados; as suas súplicas não desprezará.
18 Escreva-se isto para as futuras gerações, e um povo que ainda será criado louvará o Senhor, proclamando:
19 "Do seu santuário nas alturas o Senhor olhou; dos céus observou a terra,
20 para ouvir os gemidos dos prisioneiros e libertar os condenados à morte".
21 Assim o nome do Senhor será anunciado em Sião e o seu louvor em Jerusalém,
22 quando os povos e os reinos se reunirem para adorar o Senhor.
23 No meio da minha vida ele me abateu com sua força; abreviou os meus dias.
24 Então pedi: "Ó meu Deus, não me leves no meio dos meus dias. Os teus dias duram por todas as gerações!"
25 No princípio firmaste os fundamentos da terra, e os céus são obras das tuas mãos.
26 Eles perecerão, mas tu permanecerás; envelhecerão como vestimentas. Como roupas tu os trocarás
e serão jogados fora.
27 Mas tu permaneces o mesmo, e os teus dias jamais terão fim.
28 Os filhos dos teus servos terão uma habitação; os seus descendentes serão estabelecidos na tua presença.
COMENTÁRIOS:
102 Oração de um homem aflito. Servos de Deus também passam por grandes aflições, e por vezes têm queixas para apresentar a seu Senhor. É totalmente legítimo — e bastante curador — poder apresentar ao nosso Pai do Céu não somente os louvores, mas também nossas “reclamações”. Este salmo pode ser muito útil em situações em que lidamos com a possibilidade clara de morte. Veja o quadro “Exercícios de oração nos Salmos” (Sl 23).
102.1-3 a minha vida está desaparecendo. O salmista lamenta a sua situação, debilitado e à beira da morte, ainda bem antes de sua velhice (v. 23). Esta é uma situação que pode ocorrer a qualquer um de nós, seja por contrairmos uma doença grave, por sofrermos um acidente, sermos vítima de violência, ou por enfrentarmos grande opressão e ansiedade psicológica. O que podemos fazer a respeito? Acima de tudo, tal como fez o salmista, conversar com Deus. É bom e positivo buscar ajuda com nossos amigos e também ajuda profissional de médicos e psicólogos, mas há angústias às quais nenhum ser humano poderá atender satisfatoriamente. O salmista ora e pede a Deus: escuta o meu grito pedindo socorro… responde depressa. Veja também as próximas notas.
102.3-7 o meu corpo queima. Nessa comunicação com Deus, não se acanhe e descreva suas dores e seus sentimentos. Praticamente o salmo inteiro é uma descrição da condição do salmista, em diálogo com Deus.
102.8 meus inimigos me insultam. Além dos sofrimentos físicos, há também a rejeição e ataques pessoais por parte de inimigos. Veja também o quadro “Quem são os nossos inimigos” (Sl 17).
102.9-10 por causa da tua ira e do teu furor. Mesmo sendo atacado por inimigos, o salmista sabe que Deus é o soberano e que, se ele está sofrendo, em última análise foi porque Deus permitiu — ou mesmo quis — que isso acontecesse. Essa é uma realidade dura para nós, mas é um ponto importantíssimo para encontrarmos consolo em nossas aflições: de alguma forma, nossos sofrimentos passam pela mão de Deus, portanto é com ele que temos de nos entender. Veja também 2Co 12.7-10, notas.
102.12-28 Mas tu, ó SENHOR Deus. Depois de derramar sua triste condição na presença de Deus, o salmista encontra espaço para se lembrar de quem é Deus. Ele encontra consolo em que Deus é sempre o mesmo, é Rei inabalável. Dele dependemos nós e toda a criação.
102.13 terás pena de Jerusalém. Além da condição individual do salmista, o sofrimento foi aumentado porque a cidade que sempre representou a presença e a bênção de Deus está em ruínas (Jerusalém foi destruída em 586 a.C., pelo imperador babilônico Nabucodonosor). Já é hora de teres compaixão dela. Todos nós gostaríamos que as intervenções de Deus obedecessem ao nosso cronograma e atendessem aos nossos interesses imediatos. Felizmente, podemos apresentar a Deus esses desejos e reivindicações: ele é maior que a inconstância dos nossos desejos e sabe suprir o melhor, na hora mais adequada, sempre — ele sabe que nós nem sabemos orar como convém (veja Rm 8.26-30, nota).
102.14-22 Ainda que ela esteja destruída. Ao continuar em sua conversa com Deus, o salmista já não precisa mais falar de si. Tendo já contado sua desgraça, ele pode agora contemplar a grandeza de Deus (v. 12). Ele contempla também a miséria da realidade externa, e proclama em sua oração que a bondade de Deus vencerá a miséria humana, não só na sua Jerusalém, mas em todo o mundo. Deus já havia feito isso no Êxodo (v. 20), e novamente salvará a seu povo, trazendo o mundo inteiro à adoração (v. 22).
102.23-24 Deus… encurtou a minha vida. Por fim, depois de receber ânimo e consolo ao celebrar a grandeza de Deus, o salmista pode voltar a tratar da realidade de seu sofrimento. Tendo vivido muito antes da morte de Jesus Cristo, ele não conhecia a realidade da ressurreição e da vida eterna tão claramente como o Novo Testamento ensina. Mas, em seu relacionamento transparente e próximo com Deus (ele agora o trata por “meu Deus”), o salmista sabe que pode expressar seu pedido. E até o faz com uma pitada de ironia: tu que vives para sempre, não me leves agora, antes que eu envelheça. Diferentemente do início, porém, esse pedido agora aparece em paralelo com a afirmação da grandeza de Deus. A terra e o céu vão acabar. O salmista constata que a natureza também sofre desgaste — como ele — e carece de revitalização. Agora ele está fortalecido na certeza de que é Deus na sua soberania e eternidade que controlará todas as coisas: Tu és sempre o mesmo.
102.25 Os nossos filhos… e os seus descendentes terão sempre a tua proteção. Aqui fica claro o consolo recebido. O salmista fica em paz com a realidade de que pode vir a morrer logo, e encontra o consolo, convencido da verdade de que seus filhos viverão, e Deus cuidará de toda a sua descendência. Vemos como a aceitação da limitação humana junto com a constatação do cuidado de Deus com os que ficam retira o salmista do desespero, e lhe permite de certo modo “transferir” seu desejo de viver para seus descendentes. O descanso é assegurado pela proteção divina; agora ele está ciente de que a tem e, portanto, seus filhos e netos também sempre a terão. O próximo salmo (103) parece ser uma consequência deste consolo, e se dedica inteiramente a contemplar e louvar a bondade e a misericórdia de Deus.



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Curiosidades Bíblicas: Referências ao Nome do Senhor na Bíblia.

Como as pessoas tratavam Deus/Jesus ao se referir Seu Nome? Hoje em dia infelizmente devido a miséria espíritual do povo, temos tratado Deus/Jesus como "você", ou seja, um qualquer. E ainda assim dizemos que é devido a intimidade. Eu pergunto que intimidade? Se não existe nem RESPEITO!
Enfim vamos aprender com a Bíblia (Sagradas Escrituras) como devemos reverenciar, temer o Nosso Deus…
Com seus 15.000 referências a Deus, a Bíblia é o melhor livro para saber a seu respeito, e por ela, é possível conhecê-Lo de modo bem íntimo. Começamos pelos seus nomes. Na Bíblia, um nome é muito importante porque descreve o carácter daquele que possui o nome. Considere os 10 seguintes nomes de Deus, e 18 títulos de Jesus (clique na tabela para abrir uma imagem maior):


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Caráter Cristão: A formação do caráter cristão parte 1 de 3.

A FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO parte 1 de 3.
Meus queridos a partir de hoje iniciamos um Estudo bem interessante, através dele teremos a oportunidade ímpar de estudar a respeito da formação do caráter cristão. Você tem evidenciado Cristo mediante suas ações e palavras? Que possamos evidenciar os valores do Reino em meio a uma geração que tem rejeitado os princípios divinos. Saiba que todo ser humano tem caráter, seja ele bom, seja ele mau, exemplar, ímpio ou santo. Deus criou o homem bom e perfeito, mas o pecado maculou o seu caráter. Por isso, todos necessitam de uma transformação espiritual e moral. Veremos que somente o Deus de toda a perfeição, mediante o Filho, pode transformar o caráter de uma pessoa. Amém
Textos Bíblicos para Leitura: Gálatas 5:20; Efésios 4:17-24; João 3:3; João 2:1-12; 2 Coríntios 5:17; Gênesis 3:6,7; Salmos 1:1.
Quando, pela Fé, recebemos Jesus, o Espírito Santo transforma nosso caráter.
O homem nascido de novo tem o seu caráter transformado pelo Espírito Santo.
1 – O CARÁTER NA REALIDADE DO HOMEM
1. O que é caráter? Segundo o dicionário Aurélio, caráter é “o conjunto das qualidades (boas ou más) de um indivíduo, e que lhe determinam a conduta e a concepção moral”. O caráter é a característica responsável pela ação, reação e expressão máxima da personalidade. É a maneira de cada pessoa agir e expressar-se. Tem a ver com os princípios, valores e ética de cada um.
2. Personalidade e caráter. A personalidade pode ser definida como sendo a qualidade do que é pessoal. Ela é a nossa maneira de ser, ou seja, aquilo que nos distingue de outra pessoa. O caráter não é herdade. Ele é construído mediante a formação que recebemos. Por isso, a Palavra de Deus adverte: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se esquecerá dele”. Provérbios 22:6
“Se tivermos um caráter santo, Deus será louvado por intermédio de nossas ações”.
Fonte: Lições Bíblicas CPAD

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Esboço de Sermão pastor Euzebio: O Tempo se abrevia

O Tempo se abrevia
Texto Bíblico: Mateus 24:21-22
De todos os acontecimentos que sinalizam a iminente volta de Jesus, há um detalhe vivido por todos nós e que tem passado despercebido pela maioria como o grande sinal de que estamos (de fato) vivendo os últimos dias: “o abreviar dos dias”. Você já reparou que o tempo parece estar passando mais rápido? Pelo menos é a impressão que temos, e isto é sinal da volta de Jesus! Em relação a impressão que temos que o tempo está "passando mais rapidamente", é simplesmente uma questão de percepção. Devido à nossa rotina, com correria e excesso de trabalho, não encontramos tempo suficiente para realizar todas as atividades que nos propomos à fazer. A modernidade e a velocidade em que as informações chegam até nós, nos faz ter a percepção de que o tempo de fato está passando mais rapidamente. Mas é só ficar um dia sem fazer nada, olhando para o relógio que iremos ter a percepção de que as horas custaram a passar!  Porém: “Quem criou o relógio foi o homem, mas Deus é o Senhor do tempo”. Ele tem Poder, para abreviar ou estender o tempo...
No Velho Testamento encontramos o relato de quando Josué, no poder de Deus, mandou que o sol e a lua parassem para que ele tivesse tempo de completar sua vitória sobre os inimigos de Israel. O sol, a lua e as estrelas estão sob o controle de Deus. Outro exemplo é o Rei Ezequias que pediu a Deus um sinal de seu grande poder. Deus respondeu por meio de um relógio do sol, que era usado como relógio pelos Babilônios, Gregos e Israelistas. “Eis que farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo sol declinante no relógio de Acaz. Assim retrocedeu o sol os dez graus que já tinha declinado”. (Isaias 38:8)
No ano 70 d.C os dias foram abreviados quando ocorreu o cerco Romano contra Jerusalém, caso contrário ninguém suportaria tamanha Tribulação. Aliais muitos historiadores e estudiosos acreditam que este foi o cumprimento deste texto que lemos, porém se esquecem que a Palavra do Senhor é ampla... Exemplo para entendermos isto... É a aplicação do juízo de Deus... Lembra do Diluvio... Foi o juízo de Deus sobre o homem; Lembra também de Sodoma e Gomorra... Novamente o juízo de Deus sobre estas cidades... e temos a absoluta certeza de que o Juízo de Deus cairá novamente sobre a humanidade... “… teimei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” Apocalipse 14:7.
Em nossos dias algo parecido também ocorrerá na grande tribulação mundial, onde aqueles dias serão abreviados, para que os redimidos não sejam completamente destruídos.
Um dos mais significativos sinais da iminente volta de Jesus é que os dias serão abreviados e isso por amor aos escolhidos do Pai, porque, caso contrário, ninguém se salvaria. O requisito para redução dos dias como já ocorreu anteriormente é uma “grande aflição” que tomará conta do mundo inteiro, uma aflição única, que nunca houve outra igual e nem haverá. Guerras, rumores de guerra, pestes, fome, terremotos são tratados por Jesus como o princípio das dores, mas Ele próprio alerta: “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim”. (Mateus 24:6). Mas quando Jesus falou da “grande aflição” ligando este fato ao abreviar dos dias. “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará”. (Mateus 24:12). O multiplicar da iniquidade, que é o mesmo que maldade, é palpável em nossos dias. Ninguém está mais seguro em lugar algum; a barbárie dos crimes nos assustam todos os dias, requintes de crueldade contra crianças, idosos, jovens e adultos são a prova de que a maldade se multiplicou. Acontece que uma coisa “puxa” outra e assim a maldade se multiplica na mesma medida em que o amor esfria. A Bíblia diz claramente que Deus é amor, portanto o que se observa é o amor morrendo no coração dos homens na mesma proporção em que se afastam de Deus. Os dias são maus, os tempos são difíceis, mas não se afaste de Deus, sem Ele o que é ruim será bem pior.  A volta de Jesus está muito próxima, por mais que a maioria não acredite, por mais que o amor se esfrie em muitos corações, por mais que os homens não percebam que os dias estão sendo abreviados. Seja firme na fé, avive a esperança da salvação e levante os olhos para o alto, logo, logo, ao soar da trombeta Jesus arrebatará Sua Amada Igreja.  Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus. (Efésios 5:14-16). Infelizmente, o valor da vida é tão desprezada por essa geração que hoje se mata e se tira a vida por qualquer motivo e circunstância. 
Por isso é necessário que nós, como servos do Senhor, venhamos a nos despertar quanto a 3 aspectos relacionados ao tempo:
1) Devemos discernir o tempo que estamos vivendo: Discernir significa reconhecer, perceber, distinguir e diferenciar algo ou alguém. Esse discernimento não é algo que vem de nós mesmos, mas de um conhecimento que vem do Espírito de Deus. Assim como foi no passado muitas pessoas hoje não tem tido discernimento quanto ao tempo que estamos vivendo. Infelizmente, muitos cristãos estão tão fascinados em “prosperar” e “ter” que esquecem daquilo que lhes foi prometido, como aquilo Deus tem preparado ( Jo 14:1-3).  Temos a Revelação de tudo o que irá acontecer e mesmo assim ainda somos incrédulos.
2) Aproveitando o tempo que temos: Em algumas traduções a expressão “remir o tempo” significa “aproveitando cada oportunidade”(Ef 5:16a). Paulo nos ensina a viver uma vida de vigilância e prudência. Aliás em muitas de suas parábolas Jesus também nos fala sobre a vigilância e a prudência, como na parábola das 10 virgens e dos talentos. Quando falamos de remir, isto significa “ter em nosso poder” o tempo, aproveitando o máximo a oportunidade que nos é dada. Existem pessoas que não oram mais, que não leem a palavra e que esqueceram por completo das coisas de Deus. Somos distraídos facilmente com o entretenimento quer ele dentro ou fora da igreja. Numa época como a de hoje devemos aproveitar da melhor maneira possível o nosso tempo.
3) Entender que o tempo de Deus está próximo: E assim como muitos religiosos judeus não perceberam quando o Messias chegou, HOJE, muitos cristãos estão também com vendas nos olhos em relação a volta de Cristo. Os sinais de sua vinda estão bem visíveis, mas muitos preferem não “enxergar” os sinais deste tempo. Jesus diz que assim como foi nos dias de Noé, onde comiam, bebiam e se casavam, assim será na volta do Filho do Homem (Mt 24:38-39).  Diz as Escrituras que eles não “perceberam” até que veio o dilúvio (Mt 24:39) Muitos não estão percebendo, mas um dos sinais da vinda de Cristo é justamente o abreviar dos dias...
Conclusão: Quando falamos que o tempo tem sido abreviado, temos a impressão que por ser curto o tempo não haverá mais chance de pessoas se salvarem. Parece que seria necessário que Ele “estendesse” o tempo. Porém a realidade é que o Senhor tem abreviado o tempo, para que muitas pessoas não venham a sofrer, nem se angustiar e nem se desfalecer na sua fé, mas que sejam poupadas das terríveis coisas que há de vir.  Como já falamos os dias são maus e a tendência é piorar cada dia mais. Por isso Jesus nos diz que devemos viver como se nada fosse nosso, pois tudo isso passará.  É claro que devemos buscar aquilo que necessitamos, porém não devemos “viver em função dessa busca pelo ter. A Palavra do Senhor diz: “Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria mas Ele, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias”. (Marcos 13:20).  Abreviar o tempo, portanto, significa encurtar o tempo de tribulação para que muitos, não venham a desfalecer pelas tribulações que hão de acontecer.  Devemos entender que o tempo da vinda de Cristo está próximo, como diz os santos profetas: “Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do Senhor”. Ez 30:3.  “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”. 2 Pe 3:8-10. “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. Ap 1:3. Amém