quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Entre bestas e mutantes, você não precisa se transformar em zumbi!

Acredite, pois você não vai ler um artigo com recheios mitológicos, ficção científica ou qualquer conto zumbi. Em Apocalipse 13, lemos de uma besta que subiu do mar e de outra besta que subiu da terra – o texto se aplica (mesmo que por figuras) em perspectiva futurista no clímax escatológico da aparição do futuro líder político mundial “Anticristo” e ao seu parceiro religioso – o “Falso Profeta” – na empreitada global de enganar a humanidade. Não obstante, o mesmo evangelista João tenha também nos escrito que muitos se fizeram anticristos ao enganarem outros homens e, sobretudo por se oporem a Cristo e ao seu Evangelho. Em suma, João nos advertiu que haveria muitas bestas nos séculos posteriores a ele e deveríamos ter cuidado. O apóstolo Paulo descreveu e caracterizou com inspirada maestria as bestas prenunciadas pelo apóstolo do amor em 2 Timóteo 3:1-5.
Mas, minha curta reflexão não é escatológica – é em certa medida sociológica. Estamos num mundo que mais parece um pasto, uma selva aberta e perigosa pela presença de “bestas, monstros e mutantes” que já foram humanos, mas que agora se acham sem qualquer noção do próximo e dos sentimentos inerentes à esse outro ser humano. Um século de idiotices e estupidezes em que a lei que impera, principalmente em nossas selvas de pedras – é a da sobrevivência do mais forte – onde a subsistência da animália só é possível por uma indispensável cadeia alimentar – pois bestas-feras trabalham para devorar presas. E nesse ponto as “bestas” do século XXI sofreram mutação – pois também se tornaram predadoras. A nossa cultura de sucesso é altamente “matadora”; o nosso lazer de fim de semana é plenamente eliminatório; nossas aspirações de vida profissional são sempre para sermos os melhores dentre todos – pois em nossa sociedade a vida secular é uma intensa competição e não há espaço para perdedores em segmento qualquer. Enfim, nós pensamos e agimos assim, racionalmente – é o que nos difere das bestas irracionais que atacam e se atracam instintivamente – só que muitas de nossas brigas não têm lógica e sentido algum – e aí concluímos: muito pelo que lutamos não difere tanto assim daquelas bestas ferozes do mato – estraçalhar pra viver. Mas precisa ser assim? Portanto, para se alcançar o ápice da existência nota-se bestas em esquinas, mulas em empresas, burros em locais públicos, asnos em escolas e até jumentos ocupando posições de governo – é um tempo de híbridos mentais e comportamentais – seres que perderam a “raça” e a identidade de quem realmente são – por isso vivem como animais, uns como bestas de carga, outros como mutantes que um dia foram humanos – mas que agora se expressam com suas garras, seus dentes afiados, suas carrancas de mal e seus músculos de vigorosa força e truculenta falta de amor. Tem besta saindo pelo ladrão – de famosas bestas da TV (sem generalizar é claro) ao anonimato do populacho das feras, do avião ao metrô, do xilindró a grandes corporações tem besta se achando – há besta perdida; besta de carrão, besta andando a pé; besta com doutorado e besta iletrada. Neste mundo de gente vivendo como animal – a única salvação para o mundo das bestas mutantes – é voltar a ser humano!
Neste descrito contexto, besta é alguém que vai deixando a natureza humana ir embora – vai encurtando os sentidos, limitando as percepções e travando os sentimentos. É contraditório que alguém que aspira ser algo mais que humano – não admita que o outro erre, que é incapaz de compreender, insensível para reconhecer onde falha, gente que valoriza objetos e não pessoas – e assim não evoluímos, na verdade regredimos e nos deformamos na vida, deixamos a razão das coisas para seguir os instintos de obter coisas – e como o rei babilônico Nabucodonosor entramos numa licantropia e ficamos muito bestas com isso. Nossa geração passa por um processo de “bestificação” que deslumbrada pela falta de sentido demonstrada pela sociedade pós-moderna, reconhece-se como superior em tantas coisas – mas a cada dia é mais animal e bicho, mais monstro do que humana – essa é a verdade. Neste infeliz, horrível e monstruoso processo de desumanização pelo qual atravessa nossa sociedade, alguns se pasmam diante dos reflexos de si mesmos – e se culpam pelo que fizeram ou pelo que se tornaram. Outros se acham na senilidade e já entregaram os pontos, dizendo: “não dá mais pra mudar, já estou velho”. Queridos, todo cristão tem o dever e o poder para ser um ser humano melhor; não podemos nos conformar com um mundo fora de si, de pessoas dissecadas pelo egoísmo e até hedonismo, de gente petrificada pela insensibilidade – desfigurada pela ausência do amor. Nós temos Cristo, temos o Evangelho e ainda mais: recebemos uma vida nova – de gente boa – de ser humano transformado pelo poder de Deus. Que façamos a diferença – que jamais nos entreguemos ao mundo perverso e deformador de vidas que jaz no maligno. Então, mesmo que você esteja cercado por bestas e monstros da típica vida ímpia contemporânea – você não pode negociar sua identidade de servo de Cristo e rejeitar sua personalidade humana. Espalhemos o amor de Cristo que é o poder transformador capaz de regenerar bestas feras em homens e mulheres de bem!
Fonte: Silvio Costa - portal GNOTICIAS

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