Texto Bíblico: Números 14:1-4
A história do Povo de Israel é marcada por altos e baixos em relação as coisas de Deus. Será que a nossa vida também, não é assim? Para ter uma ideia do que significa viver no Egito para aquele povo. No Egito eles eram escravos, eram humilhados, estavam presos com correntes, sofriam e não sabiam o que era liberdade. Eram cativos no seu corpo e no seu espírito. Irmãos a vida cristã é marcada por muitos problemas e muitas crises. Jesus mesmo disse: “No mundo, passais por aflições” Jo 16:33. E em Lucas 9:57-62, Ele mostra aqueles que queriam segui-Lo que teriam que aprender: a viver sem luxo; a abandonar as pressões religiosas da família; a abandonar totalmente a velha vida, para dedicar-se inteiramente a Ele. O objetivo de Jesus ao falar tudo isso era mostrar aos Seus Seguidores que a vida cristã tem seus problemas e dificuldades, ou seja, altos e baixos. E a razão de tudo isso está no fato deste mundo “viver no maligno”. “O mundo jas do maligno!” O diabo não quer que ninguém abandone seu caminho para seguir a Deus. Isto é fato! Assim, sempre que alguém se consagra a Deus, ele procura lançar suas setas sobre a pessoa, a fim de afastá-la do Senhor. Algumas mentiras que o Diabo lança: “Antes de ir para Deus minha família ia bem. Agora é só confusão”; “Foi só ir para Deus que minha vida financeira desmoronou”; “Agora que sou de Jesus, meu namorado (a), esposo (a) quer acabar comigo”; etc...
Nesta hora, diante de tantas dúvidas, a pessoa sente-se tentada a abandonar o Caminho de Deus para voltar a sua velha vida, ou seja, quer voltar para o Egito, para a Escravidão do pecado.
Depois de 400 anos de sofrimento os israelitas, clamaram ao Senhor e Deus então enviou até eles um libertador que era Moisés. Quando Moisés foi libertar o povo do Egito, o faraó ficou bravo e começou a judiar cada vez mais dos escravos israelitas, até o dia em que eles foram libertos. Todo o povo de Deus viu grandes maravilhas acontecendo até a sua libertação: as dez pragas (água em sangue, rãs, piolhos, moscas, peste nos animais, úlceras, chuvas de pedra e granizo, gafanhotos, trevas e morte dos primogênitos (Êx 7:11) que vieram aos filhos de faraó, mas não vieram aos filhos de Israel. Depois disso tudo, e o povo vendo o grande livramento, o povo então saia do Egito e mais, saiam com ouro, prata, animais e roupas que os egípcios deram para eles. Deus colocou uma coluna de fogo para bilhar e aquecer de noite, e uma nuvem para dar sombra durante o dia. Irmão olha o zelo de deus por este povo! Mas quando todo o pessoal se deparou com o mar ficou desesperado. Antes que formemos nossos juízos deste povo. Saiba que isto acontece conosco nos dias de hoje! Por um instante temos uma fé, vemos o agir de Deus em nossas vidas e através de nossas vidas, porém quando nos deparamos com o mar, ou seja, a primeira dificuldade ou circunstância contraria, já é o suficiente para murmurarmos e reclamarmos. Mas olha o que Deus fez e faz até hoje... Deus faz um MILAGRE!!! Ele fez com que o mar se abrisse na frente deles e matou os egípcios afogados. Mesmo depois de tudo isso, depois de eles estarem livres e verem os grandes livramentos de Deus por inúmeras vezes eles reclamaram e murmuraram, e com o coração voltaram para o Egito (At 7:39). Quantos de nós não temos feito exatamente a mesma coisa? Em Nm 11:5 diz que eles sentiram falta do alho (cebola), do pepino! Hoje vivemos a cultura de olharmos para trás e acharmos que era melhor. Temos que olhar para frente!!! O passado não volta, o futuro ainda não chegou, temos que viver o agora!
Tentando aplicar este exemplo histórico que o povo de Israel nos deixou nas nossas vidas. Acho que o ouvinte já entendeu que todos nós éramos escravos do pecado porque estávamos no mundo dos pecados. Éramos miseráveis de alma e de espírito, vivendo uma vida de sexo, de drogas, de prostituição, de adultério, de homossexualismo, mentiras, bebedeira, depressão, angustia ou talvez outras coisas que aprisionavam pelo simples fato de não estarmos ligados a Deus. Vivendo dessa maneira éramos completamente escravos do pecado e dos prazeres mundanos. Só que a nossa história muda quando Jesus entra nela. Ele vem e, com poder, faz muitas coisas que a gente vê que só Ele poderia fazer na nossa vida. Acontece que, para algumas pessoas em pouco tempo, os problemas e situações parece que fazem o coração voltar atrás. Elas não conseguem se lembrar do sofrimento, da vergonha, da humilhação, mas sentem saudades do pepino, do alho e cebola do Egito. Essas pessoas podem até não ter voltado ao Egito com o corpo, mas voltaram com o seu coração, ou seja, essas pessoas podem ainda não ter voltado ao pecado com o corpo, mas voltaram com o seu coração.
Conclusão: O que eu aprendo com tudo isto? Precisamos nos despertar para a consciência de que éramos ESCRAVOS, de que o Diabo matava nossos sonhos, nossas vidas, nossas forças... Jesus nos libertou!
Irmão mantenha sua esperança, não cultive a vontade de regressar ao Egito. Lembre-se de tudo o que Deus já lhe fez para chegar até aqui, e muito mais Ele fará. Termino com um alerta do profeta Isaías “Ai dos que descem ao Egito em busca de socorro e confiam nos cavalos, que confiam nos carros porque são muitos, e nos cavaleiros porque são muito fortes, mas não olham para o Santo de Israel”. Não tenhamos saudade das cebolas, dos pepinos e alhos do Egito. Por mais dura que esteja a nossa vida Deus está conosco, é preferível comer o pão margo, o pão que estamos comendo, enfrentar as durezas e, muitas vezes, o deserto da vida, do que nos afastar do Senhor para seguir as ilusões que parecem ser melhores. Que Deus nos conduza e nos purifique de toda amargura e murmuração que cresce em nosso coração. Amém

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