A paz irmãos (as) em Cristo Jesus, refletindo sobre alguns
assuntos ministeriais me veio a cabeça uma Biografia de um dos maiores senão o
maior jogador de Basquete de todos os tempos Michael Jordan. Ele desde pequeno
já se destacava perante os outros garotos no esporte, em sua Biografia algo me
chamou muito a atenção. Ele conta que era muito individualista, pegava a bola e
não soltava mais, no inicio foi uma empolgação, pois ele entrou no time e
começaram a ganhar, mais com o passar dos dias, os outros jogadores ficaram
desmotivados, seus pais não queriam que Michael Jordan jogasse no time de seus
filhos, pois eles não teriam oportunidade de jogar seriam apenas espectadores.
Muitas vezes nem pegavam na bola. As portas foram se fechando para Michael
Jordan, então o técnico passou a motiva-lo a jogar para o time e não ser o
time, sozinho. Ele começou a distribuir as jogadas, dividir os lances com os
companheiros envolvendo todos na partida. Michael Jordan continuou sendo a
estrela do jogo! Mais agora todos se sentiam útil e sabiam que tinham
participado da vitória ou derrota também. Michael Jordan adquiriu a capacidade
de decidir jogos, envolvia todos os companheiros durante uma partida, defendia
excepcionalmente bem, exercia uma grande liderança no seu grupo, dando o
exemplo de dedicação e superação aos seus companheiros. Se trouxermos este exemplo para a igreja, veremos que falta
lideres que tenham esta sensibilidade. Eles chamam o jogo para si e tornam o
restante da igreja apenas espectadores, enquanto deveriam incentivar a todos
participarem, demonstrando a importância de cada um. Igreja é um Corpo. Então fica aqui o grande desafio. Como
tornar os cristãos cada vez mais integrados e envolvidos nos objetivos, alvos e
vários ministérios da Igreja como Corpo de Cristo. Olhando para a história do
povo de Israel nas páginas do Antigo Testamento, podemos claramente perceber
que os líderes exerciam papel fundamental e decisivo na vida da Nação. Assim,
podemos ver o declínio do povo e o total afastamento de Deus quando liderado
por Jeorão, o rei que morreu sem deixar de si saudades. (II Crôn 21:20). Mas,
por outro lado podemos ver um líder como Josias, que "fez o que era reto
aos olhos do Senhor" e levou todo o povo de volta para Deus e Sua Palavra.
II Reis 22 e 23. É muito grande a responsabilidade daqueles que são chamados
para "pastorear" o rebanho do Senhor, e somente na força e dependência
dEle é que cada líder poderá desenvolver tão sublime missão. O MINISTÉRIO DE CADA CRISTÃO...
Precisamos voltar ao modelo do Novo Testamento, vivido pela
igreja do primeiro século, e também exposto por Paulo em I Cor. 12. Cada crente
é um ministro e, por isso, devemos fugir do modelo "clerical", onde
alguns são considerados "profissionais", enquanto que a maioria é
platéia, assistência, ou apenas espectadores. Quando penso no envolvimento de
todos na obra do ministério, me vem à mente o que aconteceu nos dias de Salomão
e a intensa participação de todos na construção do templo. O Primeiro Livro dos
Reis, capítulo 5, versículo 15 nos informa sobre o envolvimento do povo nos
mais diferentes serviços. Setenta mil levavam as cargas, oitenta mil cortavam
pedras nas montanhas, três mil e trezentos davam as ordens, além daqueles que
trabalhavam as madeiras e pedras trazidas das montanhas. Na obra do Senhor não
há lugar para espectadores, não há arquibancada, não há torcida; apenas um
imenso campo, onde todos precisam atuar. Na obra do Senhor não pode haver
pessoas e funções privilegiadas, mas todos são iguais e todos são necessários,
exatamente como importante é cada membro
do nosso corpo. O modelo "clerical" acaba por criar um monstro
imaginado por Paulo, quando disse: "Se todo o corpo fosse olho, onde
estaria o ouvido?". Embora o olho seja um dos órgãos mais belos do corpo,
você pode imaginar quão horrível seria todo o corpo sendo olho? Um olho imenso
rolando pelas ruas! A figura bíblica da igreja como um corpo é indicação da
importância de cada membro, sem que haja destaques especiais. Um texto do Velho
Testamento que também vem reforçar este argumento é I Samuel 30:24, onde Davi
atribui igual valor tanto aos que foram à frente da batalha, como aos que
ficaram com a bagagem.
"Qual foi a parte dos que desceram à peleja, tal será a
parte dos que ficaram com a bagagem."

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