A Árvore da Vida é um símbolo sagrado da criação, fecundidade e imortalidade. Ela representa a ligação entre céu, terra e submundo.
Sua folhas crescem em direção ao céu, enquanto o seu tronco relaciona-se com a terra. Suas raízes, por fim, encontram-se no submundo. Esse símbolo está presente na maior parte das culturas. A Árvore da Vida dos assírios é a mais conhecida entre todas as árvores sagradas e está associada à Ishtar, deusa da fertilidade e da destruição (a divindade mais importante da Mesopotâmia).
É da árvore desse povo da Mesopotâmia que surge a Árvore da Vida Cabalística, a árvore dos babilônios, dos egípcios e da civilização islâmica. É dela que evolui também a Árvore do Paraíso que consta na Bíblia, também conhecida como Árvore do Gênesis.
Árvore Sefirótica
A Árvore da Vida Sefirótica é símbolo judeu do pensamento cabalístico. Nela constam 10 esferas ligadas entre si. Elas representam os atributos criados por Deus, os quais fazem parte do caminho que deve ser seguido para a busca da evolução espiritual. O símbolo pode ser encontrado na posição invertida, ou seja, com as raízes viradas para o céu. Essa inversão é vista como uma forma de acessar outros mundos. A Árvore da Vida na cabala também pode ser representada pela palma, ou ramo, que é um símbolo judaico.
Tatuagem
No que respeita às tatuagens de Árvore da Vida, a imagem com o estilo dos contornos celtas é a mais escolhida. Para os celtas, as árvores possuíam alma. Isso porque esse povo seguia o animismo - crença de que todas as coisas que existem têm alma.
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quinta-feira, 16 de maio de 2019
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Significado dos símbolos: Cordeiro de Deus
O que significa Cordeiro de Deus?
O cordeiro é o filhote da ovelha. Para entendermos bem a expressão Cordeiro de Deus, é preciso entender o que o cordeiro significava no Antigo Testamento. A pena estabelecida por Deus para a desobediência do ser humano foi a morte. “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn 2. 16-17). Por ter pecado o homem foi sentenciado à morte, a total separação de Deus. Deus, porém, sendo misericordioso, veio em direção ao ser humano, e no passado, estabeleceu que os arrependidos levassem um cordeiro como oferta para a remissão de seus pecados. Esse cordeiro era o substituto de quem o levava. O seu sangue era derramado no lugar do sangue daquele que pecou e se arrependeu. Dessa forma Deus perdoava os pecados dos arrependidos. Quando João Batista viu Jesus ele declarou: “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29). Cordeiro de Deus é uma designação que Jesus recebeu, pois Ele é como aquele cordeiro do Antigo Testamento, a Sua missão era dar o Seu sangue no lugar do nosso sangue. O cordeiro no Antigo Testamento era um sacrifício imperfeito, pois vinha das próprias mãos dos homens. Jesus foi “o Cordeiro” dado pelo próprio Deus, perfeito, e veio para substituir definitivamente os pecadores que estavam destinados à condenação. No Antigo Testamento, todos os anos os homens tinham de levar o seu cordeiro ao sacerdote, era um sacrifício repetitivo e imperfeito. Jesus, porém, foi o único perfeito sacrifício pelos pecados que não precisa ser repetido.
Por esta razão, Jesus deu todo o seu sangue naquela cruz. Ele ocupou o lugar que era nosso, pois todos nós pecamos e merecemos a ira de Deus. Aquele que crê no Cordeiro de Deus e na Sua missão tem seus pecados perdoados e é salvo da condenação. “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (Jo 3:36).
Cordeiro de Deus é um dos nomes mais amáveis e que expressa a grande misericórdia e o grande amor do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo por nós!
O cordeiro é o filhote da ovelha. Para entendermos bem a expressão Cordeiro de Deus, é preciso entender o que o cordeiro significava no Antigo Testamento. A pena estabelecida por Deus para a desobediência do ser humano foi a morte. “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn 2. 16-17). Por ter pecado o homem foi sentenciado à morte, a total separação de Deus. Deus, porém, sendo misericordioso, veio em direção ao ser humano, e no passado, estabeleceu que os arrependidos levassem um cordeiro como oferta para a remissão de seus pecados. Esse cordeiro era o substituto de quem o levava. O seu sangue era derramado no lugar do sangue daquele que pecou e se arrependeu. Dessa forma Deus perdoava os pecados dos arrependidos. Quando João Batista viu Jesus ele declarou: “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29). Cordeiro de Deus é uma designação que Jesus recebeu, pois Ele é como aquele cordeiro do Antigo Testamento, a Sua missão era dar o Seu sangue no lugar do nosso sangue. O cordeiro no Antigo Testamento era um sacrifício imperfeito, pois vinha das próprias mãos dos homens. Jesus foi “o Cordeiro” dado pelo próprio Deus, perfeito, e veio para substituir definitivamente os pecadores que estavam destinados à condenação. No Antigo Testamento, todos os anos os homens tinham de levar o seu cordeiro ao sacerdote, era um sacrifício repetitivo e imperfeito. Jesus, porém, foi o único perfeito sacrifício pelos pecados que não precisa ser repetido.
Por esta razão, Jesus deu todo o seu sangue naquela cruz. Ele ocupou o lugar que era nosso, pois todos nós pecamos e merecemos a ira de Deus. Aquele que crê no Cordeiro de Deus e na Sua missão tem seus pecados perdoados e é salvo da condenação. “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (Jo 3:36).
Cordeiro de Deus é um dos nomes mais amáveis e que expressa a grande misericórdia e o grande amor do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo por nós!
sexta-feira, 22 de março de 2019
Significado dos símbolos: Fadas.
As fadas representam os poderes do espírito e as capacidades mágicas da imaginação. As fadas são seres folclóricos capazes de realizar feitos extraordinários e realizar desejos. A palavra fada vem do latim Fata, que significa fado ou destino. As fadas têm a sua origem nas mitologias grega e romana, e eram elas as responsáveis por escrever o destino das pessoas, do nascimento até a morte.
Simbologias de fada
A fada simboliza, numa perspectiva psicológica, o poder ou o desejo do homem de construir ou alcançar, com a sua própria imaginação, projetos e desejos inalcançáveis. A versão ocidental moderna das fadas surgiu na Irlanda, como uma mensageira do outro mundo dotada de magia. As fadas costumam aparecer à noite, com um anel ou varinha mágica, que representam as insígnias do seus poderes mágicos, e desaparecem rapidamente deixando a sensação de ilusão. De acordo com as suas origens, as fadas simbolizam os fios do destino dos homens. São elas que tecem o destino, e cortam o fio da vida quando chega a hora da morte. Geralmente, as fadas aparecem em grupos de três e cada uma simboliza as três principais fases da vida: juventude, maturidade e velhice, ou ainda nascimento, vida e morte. Como são as fadas responsáveis pelo destino, em suas aparições elas também realizam, ou não, os desejos mais ambiciosos das pessoas. As representações das fadas aparecem muito associadas às imagens da lua, de florestas, grutas e rios, pois elas são seres sobrenaturais da Mãe-terra, e estão ligadas aos ciclos naturais da vida.
Simbologias de fada
A fada simboliza, numa perspectiva psicológica, o poder ou o desejo do homem de construir ou alcançar, com a sua própria imaginação, projetos e desejos inalcançáveis. A versão ocidental moderna das fadas surgiu na Irlanda, como uma mensageira do outro mundo dotada de magia. As fadas costumam aparecer à noite, com um anel ou varinha mágica, que representam as insígnias do seus poderes mágicos, e desaparecem rapidamente deixando a sensação de ilusão. De acordo com as suas origens, as fadas simbolizam os fios do destino dos homens. São elas que tecem o destino, e cortam o fio da vida quando chega a hora da morte. Geralmente, as fadas aparecem em grupos de três e cada uma simboliza as três principais fases da vida: juventude, maturidade e velhice, ou ainda nascimento, vida e morte. Como são as fadas responsáveis pelo destino, em suas aparições elas também realizam, ou não, os desejos mais ambiciosos das pessoas. As representações das fadas aparecem muito associadas às imagens da lua, de florestas, grutas e rios, pois elas são seres sobrenaturais da Mãe-terra, e estão ligadas aos ciclos naturais da vida.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
Significado dos Símbolos: Diamante.
O diamante simboliza a verdade, a pureza, a perfeição, a dureza, a maturidade, a imortalidade, a limpeza, a energia, o sol. O nome diamante deriva do grego adamas e significa "invencível", associação feita sua durabilidade. Sua dureza incomparável torna esta pedra preciosa um símbolo apropriado para a durabilidade e constância; sua clareza está relacionada as noções de sinceridade e inocência. O diamante representa também a vida, a luz, o brilho e o sol. O diamante é igualmente símbolo do invencível poder espiritual, além de ser a pedra do compromisso entre casais, exprimindo fidelidade. A dureza do diamante, seu poder de arranhar e cortar, é enfatizada especialmente no budismo tântrico, onde o vajra (raio e diamante) é o símbolo do poder espiritual invencível e inalterável. É, de acordo com a etimologia do dordje tibetano equivalente, "a rainha das pedras".
Significado Espiritual de Diamante
No budismo tântrico, o diamante simboliza o invencível poder espiritual, o inalterável e o imutável.
Buda aparece num trono de diamantes irradiado pela luz que emana das pedras, símbolo de força, de verdade, de perfeição. Para os budistas tibetanos, vajra ou raio de diamante é o símbolo da iluminação espiritual e da imutabilidade.
Significado Místico do Diamante
Nas tradições da Europa Ocidental, o diamante opera afastando os fantasmas, os maus espíritos, os pesadelos, os feiticeiros e os terrores da noite. Nesse sentido, o diamante está associado também com a luminosidade do sol, além de estar relacionado com a limpeza do ambiente e da energia. Na alquimia indiana, o diamante é considerado a pedra filosofal simbolizando a imortalidade. Muito utilizado nas meditações, acredita-se que os diamantes absorvem as emoções e limpam a alma.
Durante o Renascimento, o diamante simbolizou a igualdade da alma, a integridade do caráter, a fé, a coragem, a libertação do espírito de qualquer temor. O pintor italiano Sandro Botticcelli (1445-1510), ao representar Minerva - a deusa romana das artes e da sabedoria - adorna seu vestido com um anel de diamantes, após dominar um centauro. Nesse caso, o diamante simboliza a coragem, a libertação da alma, a fé.
Significado do Diamante na União Matrimonial
Símbolo da perfeição, essa pedra preciosa é muito utilizada nos anéis de noivado e representa a pureza da união matrimonial, a fidelidade do casal. A durabilidade do diamante evoca a solidez de uma relação. Na França, acredita-se que o diamante simbolize a sabedoria, a inocência e a fé, além de manter a união entre os esposos, chamada portanto, de pedra da reconciliação.
A comemoração de 60 anos de casamento é chamada de bodas de diamante, enquanto a de 1 ano, bodas de papel.
Tatuagem de Diamante
Em decorrência de ser ser uma pedra preciosa dificilmente quebrável, o diamante faz referência às relações afetivas. Assim, é um símbolo frequentemente tatuado por aquelas pessoas que pretendem dar provas de amizade ou de amor verdadeiro pelo companheiro.
Significado Espiritual de Diamante
No budismo tântrico, o diamante simboliza o invencível poder espiritual, o inalterável e o imutável.
Buda aparece num trono de diamantes irradiado pela luz que emana das pedras, símbolo de força, de verdade, de perfeição. Para os budistas tibetanos, vajra ou raio de diamante é o símbolo da iluminação espiritual e da imutabilidade.
Significado Místico do Diamante
Nas tradições da Europa Ocidental, o diamante opera afastando os fantasmas, os maus espíritos, os pesadelos, os feiticeiros e os terrores da noite. Nesse sentido, o diamante está associado também com a luminosidade do sol, além de estar relacionado com a limpeza do ambiente e da energia. Na alquimia indiana, o diamante é considerado a pedra filosofal simbolizando a imortalidade. Muito utilizado nas meditações, acredita-se que os diamantes absorvem as emoções e limpam a alma.
Durante o Renascimento, o diamante simbolizou a igualdade da alma, a integridade do caráter, a fé, a coragem, a libertação do espírito de qualquer temor. O pintor italiano Sandro Botticcelli (1445-1510), ao representar Minerva - a deusa romana das artes e da sabedoria - adorna seu vestido com um anel de diamantes, após dominar um centauro. Nesse caso, o diamante simboliza a coragem, a libertação da alma, a fé.
Significado do Diamante na União Matrimonial
Símbolo da perfeição, essa pedra preciosa é muito utilizada nos anéis de noivado e representa a pureza da união matrimonial, a fidelidade do casal. A durabilidade do diamante evoca a solidez de uma relação. Na França, acredita-se que o diamante simbolize a sabedoria, a inocência e a fé, além de manter a união entre os esposos, chamada portanto, de pedra da reconciliação.
A comemoração de 60 anos de casamento é chamada de bodas de diamante, enquanto a de 1 ano, bodas de papel.
Tatuagem de Diamante
Em decorrência de ser ser uma pedra preciosa dificilmente quebrável, o diamante faz referência às relações afetivas. Assim, é um símbolo frequentemente tatuado por aquelas pessoas que pretendem dar provas de amizade ou de amor verdadeiro pelo companheiro.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
Significado dos Símbolos: Triângulo.
Triângulo
Mesmo sendo um dos símbolos geométricos mais simples e fundamentais, o triângulo abrange uma gama de significados. Ele é o símbolo da trindade dos deuses - Santíssima Trindade - nas culturas cristã, hindu, egípcia e babilônica e, por ser formado por três segmentos, o triângulo faz alusão também às tríades início, meio e fim e corpo, alma e espírito.
Triângulo Maçônico
O triângulo da maçonaria simboliza o desenvolvimento e amadurecimento espiritual sendo que sua base significa a duração e seus lados representam a luz e as trevas.
Para essa sociedade secreta, os triângulos têm o seguinte significado:
Triângulo Retângulo: simboliza o elemento água;
Triângulo Isósceles (dois lados iguais): simboliza o elemento fogo;
Triângulo Escaleno (três lados diferentes): simboliza o elemento ar.
O aprendiz da maçonaria é espiritualmente imperfeito. Saiba como em Pedra Bruta.
Triângulo e Alquimia
Na Alquimia, os quatro elementos são representados por triângulos equiláteros (com três lados iguais):
O triângulo que aponta para cima: simboliza o fogo;
O triângulo que aponta pra cima e que é cortado por uma linha horizontal: simboliza o ar;
O triângulo que aponta para baixo: simboliza a água;
O triângulo que aponta para baixo e que é cortado por uma linha horizontal: simboliza a terra.
Assim, os quatro símbolos dos elementos são combinados no Pentagrama, poderoso símbolo da Alquimia.
Triângulo Equilátero
Dependendo de sua posição, o triângulo equilátero pode simbolizar algo distinto, mas no geral simboliza a harmonia e a divindade. Assim, de acordo com as culturas antigas:
O triângulo equilátero para cima, além de simbolizar o elemento fogo, tal como mencionado acima, representa também o órgão sexual masculino. Para os Hititas, esse símbolo representava o Sol, a fertilidade e a saúde, enquanto que para os Maias, simbolizava a montanha sagrada na arte Pueblo.
Por outro lado, o triângulo equilátero para baixo simboliza o elemento água e a mulher, sendo que nas culturas romanas, gregas e indianas, representa o púbis ou órgão sexual feminino.
Em algumas culturas, dois triângulos equiláteros unidos pela base, simbolizam as fases crescente e minguante da lua, enquanto que dois triângulos equiláteros unidos pelas pontas representam a união do feminino e do masculino, tal qual representado no símbolo do Yin Yang.
Veja também a simbologia do Delta, letra grega que se assemelha a um triângulo, e o Valknut, símbolo nórdico formado por três triângulos.
Mesmo sendo um dos símbolos geométricos mais simples e fundamentais, o triângulo abrange uma gama de significados. Ele é o símbolo da trindade dos deuses - Santíssima Trindade - nas culturas cristã, hindu, egípcia e babilônica e, por ser formado por três segmentos, o triângulo faz alusão também às tríades início, meio e fim e corpo, alma e espírito.
Triângulo Maçônico
O triângulo da maçonaria simboliza o desenvolvimento e amadurecimento espiritual sendo que sua base significa a duração e seus lados representam a luz e as trevas.
Para essa sociedade secreta, os triângulos têm o seguinte significado:
Triângulo Retângulo: simboliza o elemento água;
Triângulo Isósceles (dois lados iguais): simboliza o elemento fogo;
Triângulo Escaleno (três lados diferentes): simboliza o elemento ar.
O aprendiz da maçonaria é espiritualmente imperfeito. Saiba como em Pedra Bruta.
Triângulo e Alquimia
Na Alquimia, os quatro elementos são representados por triângulos equiláteros (com três lados iguais):
O triângulo que aponta para cima: simboliza o fogo;
O triângulo que aponta pra cima e que é cortado por uma linha horizontal: simboliza o ar;
O triângulo que aponta para baixo: simboliza a água;
O triângulo que aponta para baixo e que é cortado por uma linha horizontal: simboliza a terra.
Assim, os quatro símbolos dos elementos são combinados no Pentagrama, poderoso símbolo da Alquimia.
Triângulo Equilátero
Dependendo de sua posição, o triângulo equilátero pode simbolizar algo distinto, mas no geral simboliza a harmonia e a divindade. Assim, de acordo com as culturas antigas:
O triângulo equilátero para cima, além de simbolizar o elemento fogo, tal como mencionado acima, representa também o órgão sexual masculino. Para os Hititas, esse símbolo representava o Sol, a fertilidade e a saúde, enquanto que para os Maias, simbolizava a montanha sagrada na arte Pueblo.
Por outro lado, o triângulo equilátero para baixo simboliza o elemento água e a mulher, sendo que nas culturas romanas, gregas e indianas, representa o púbis ou órgão sexual feminino.
Em algumas culturas, dois triângulos equiláteros unidos pela base, simbolizam as fases crescente e minguante da lua, enquanto que dois triângulos equiláteros unidos pelas pontas representam a união do feminino e do masculino, tal qual representado no símbolo do Yin Yang.
Veja também a simbologia do Delta, letra grega que se assemelha a um triângulo, e o Valknut, símbolo nórdico formado por três triângulos.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Significado dos Símbolos: Rosa dos Ventos
A Rosa dos Ventos simboliza luz e sorte, podendo significar também a necessidade de mudanças, de encontrar uma direção, um caminho a seguir. A Rosa dos Ventos mostra a direção dos quatro sentidos fundamentais de orientação geográfica. O símbolo da Rosa dos Ventos representa uma volta completa do horizonte, com seus pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste; pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste e sudoeste; e pontos subcolaterais: nor-nordeste, lés-nordeste, lés-sudeste, su-sudeste, su-sudoeste, oés-sudoeste, oés-noroeste e nor-noroeste. A Rosa dos Ventos é um dos símbolos da navegação, e representa o rumo certo, a decisão ponderada, a melhor escolha, simbolizando também a sorte e bons ventos. Considerado um instrumento muito importante utilizado desde muito tempo pelos marinheiros, representou uma grande revolução para a navegação, já que a sua descoberta permitiu expandir os horizontes marítimos mediante a exploração de mares abertos em quaisquer condições temporais. Muitas vezes a Rosa dos Ventos pode estar relacionada com as chamadas “oito portas”, as oito direções do espaço marcados pelos quatro pontos cardeais que representam os quatro elementos (terra, água, ar e fogo) e os quatro estados intermediários da matéria (o seco, o úmido, o frio e o quente). Nesse sentido, a Rosa dos Ventos simboliza a unidade dos elementos do universo.
Origem da Rosa dos Ventos
Inventada aproximadamente no século XIV, a Rosa dos Ventos foi um instrumento de função cartográfica, tendo origem nas navegações pelo mar mediterrâneo, utilizada pra indicar a posição dos ventos, as direções dos oito ventos principais, dos oito ventos secundários e dos dezesseis ventos complementares (totalizando 32 direções). Em 1302, Flávio Gioia alterou a bússola que era usada a bordo de uma embarcação, de forma a colocar a agulha desse instrumento sobre um cartão com um desenho de uma Rosa dos Ventos. O termo "Rosa dos Ventos", surgiu justamente devido à semelhança dos pontos cardeais com as pétalas das rosas.
Tatuagem
A Rosa dos Ventos é um dos símbolos mais usados em tatuagens entre os membros da máfia russa, e significa supremacia, superioridade, muitas vezes associada a questões raciais. Quando é tatuada nos joelhos, a Rosa dos Ventos indica que aquela pessoa não se ajoelha e nem se dobra diante de ninguém e de nenhuma força, nem mesmo de Deus. Quando a Rosa dos Ventos é tatuada acima do coração, significa que a pessoa se tornou um membro da máfia russa.
Origem da Rosa dos Ventos
Inventada aproximadamente no século XIV, a Rosa dos Ventos foi um instrumento de função cartográfica, tendo origem nas navegações pelo mar mediterrâneo, utilizada pra indicar a posição dos ventos, as direções dos oito ventos principais, dos oito ventos secundários e dos dezesseis ventos complementares (totalizando 32 direções). Em 1302, Flávio Gioia alterou a bússola que era usada a bordo de uma embarcação, de forma a colocar a agulha desse instrumento sobre um cartão com um desenho de uma Rosa dos Ventos. O termo "Rosa dos Ventos", surgiu justamente devido à semelhança dos pontos cardeais com as pétalas das rosas.
Tatuagem
A Rosa dos Ventos é um dos símbolos mais usados em tatuagens entre os membros da máfia russa, e significa supremacia, superioridade, muitas vezes associada a questões raciais. Quando é tatuada nos joelhos, a Rosa dos Ventos indica que aquela pessoa não se ajoelha e nem se dobra diante de ninguém e de nenhuma força, nem mesmo de Deus. Quando a Rosa dos Ventos é tatuada acima do coração, significa que a pessoa se tornou um membro da máfia russa.
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Significado dos Símbolos: Hamsá
Hamsa ou hamsá é uma palavra de origem árabe e significa “cinco” na tradução literal para a língua portuguesa, em referência aos cinco dedos da mão humana. Também conhecido como “mão de Deus”, “chamsá”, “mão de Fátima” ou “mão de Hameshh”, o Hamsá é considerado um amuleto contra o mau-olhado para os adeptos do judaísmo e do islamismo. A “mão de Hamsá” é caracterizada por representar o desenho de uma mão direita simétrica (dedos com as mesmas proporções), e com um olho ou outros símbolos no meio da palma da mão, como estrelas de Davi, peixes ou pombos.
Estes símbolos ajudam a fortalecer a ideia de proteção da mão de Hamsá, que pode ter inúmeras representações. Por exemplo, quando representado com os dedos juntos, o amuleto serve para trazer boa sorte; caso esteja com os dedos separados, significa que deve ser usado para afastar as energias negativas, de acordo com a tradição popular. O hamsá está presente em várias doutrinas orientais, como o judaísmo, no islã e no budismo, possuindo as suas especificações próprias de acordo com cada religião. No budismo, por exemplo, o hamsá é conhecido por Abhaya Mundra e é utilizado para afastar a sensação de medo.
Tatuagem hamsá: Atualmente, a símbolo hamsá está presente em todo o mundo, seja em estampas de roupas, pingentes ou tatuagens. As pessoas que decidem tatuar uma “mão de Hamsá”, normalmente, buscam pelo significado simbólico que o amuleto carrega, além da beleza estética. Entre outras interpretações atribuídas à "mão de Hamsá" está o poder da fertilidade ("mão de Fátima") e da proteção contra o medo.
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Significado dos Símbolos: Símbolos do Apocalipse
Os Símbolos de Apocalipse e seus significados:
• 3½ (metade de 7) - período de tempo definidamente limitado.
• 4 significa o mundo criado
• 6 significa imperfeição (isto é, desejando ser como 7 - o número de Deus - mas incapaz de)
• 666 é uma intensificação de 6 significando o pior mal que possa existir (em Apocalipse 12-13, João retrata o mal como trio anti-Trinitário que atua contra o povo de Deus. Esta tríade é formada pelo “dragão” [ou seja, Satanás], a “primeira besta a subir do mar” [isto é, o amplo poder político como o dos imperadores romanos que perseguiam a Igreja] e “a segunda besta subindo da terra” [ou seja, falsos profetas que emergem de dentro da Igreja]. A tripla unidade - 666 - pode representar os membros deste trio anti-Trinitário, cada um tentando ser como a Santíssima Trindade.)
• 7 significa as obras que apenas Deus pode fazer e efetivamente faz ou fez.
• 10 significa tudo de
• 1000 significa tudo, absolutamente tudo de
• 12 é empregado para povo de Deus - as 12 tribos no Antigo Testamento, 12 apóstolos no Novo Testamento
• 144 é uma combinação de 12s (12 x 12) e 10s (10 x 10 x 10) significa todo, absolutamente todo o povo de Deus nos tempos do Antigo e do Novo Testamento.
• A adição de dois números juntos significa que ambos são tidos como o resultado
• O quadrado ou o cubo de um número intensifica seu significado (isto é, se 10 significa tudo de, então 1000 significa tudo, absolutamente tudo de)
Cores:
- CORES POSITIVAS: Os tons positivos são o branco, simbolizando a transcendência e a vitória do Ressuscitado e dos que triunfam com Ele, e o dourado, o ouro puro, reservado por João à liturgia, a fim de simbolizar a proximidade do mistério divino.
- CORES NEGATIVAS: Três outras cores representam a face negativa da história: o vermelho escarlate simboliza o demoníaco e o violento (por exemplo, o dragão); o verde amarelado representa a fragilidade da vida; e o preto indica a miséria, as ameaças e a injustiça social.
• Armagedom - no Apocalipse significa literalmente a montanha de Megido, nome simbólico para a batalha final entre Deus e as forças do mal
• Babilônia - representa Roma e seus imperadores que perseguiram os cristãos
• Livro ou pergaminho - é o registro celeste
• Tigelas - carregam coisas do céu à terra e vice-versa.
• Dragão - representa o diabo
• Olho - é símbolo para conhecimento
• Gogue e Magogue - representam a totalidade do mundo anti-cristão
• Meretiz - prostituta ou fornicadores representam pessoas de dentro da Igreja que deveriam ser fiéis ao Senhor e sua Palavra, ou seja, eles são os “falsos profetas”
• Virgem - cristãos fiéis que se recusam a cultuar outra coisa que não a Trindade
• Chifres - representam poder, como os chifres de um animal
• Incenso - é a oração
• Jóias - representam glória
• Candelabros - são as igrejas
• Terra representa as religiões não-cristãs organizadas
• Água viva - equivale à vida e verdade
• Mar - representa governo humano maléfico
• Selos - designam algo como propriedade privada. Na antiguidade, porções de argila pressionadas por anéis de sinete ou selos cilíndricos eram usadas para atestar propriedade. Para selar um pergaminho, uma porção de argila era colocada sobre os barbantes que amarravam o pergaminho e depois carimbado.
• Água - estagnada representa a morte
• Trombetas - anunciam um evento
• Lagar - retrata o juízo de Deus e o inferno. No lagar o suco ou sangue das uvas era pisoteado para se fabricar vinho. No juízo de Deus, o sangue dos pecadores é derramado na morte eterna sob o fardo esmagador da sua ira.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Significado dos Símbolos: Bandeiras das Tribos de Israel
ESTANDARTES DE ISRAEL
Dt 33:26-29 “Não há outro, ó amado, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda e com a sua alteza sobre as nuvens. O Deus eterno é a tua habitação e, por baixo de ti, estende os braços eternos; ele expulsou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o. Israel, pois, habitará seguro, a fonte de Jacó habitará a sós numa terra de cereal e de vinho; e os seus céus destilarão orvalho. Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo Eterno, escudo que te socorre, espada que te dá alteza. Assim, os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás os seus altos.
Veja a seguir como cada tribo tinha um símbolo para decorar seu brasão e uma função específica:
Estandarte da Tribo de Simeão
SIGNIFICADO DA TRIBO DE SIMEÃO :
SIMEÃO Significa "Ouvindo ou Audição"
"Soube o Eterno que eu era preterida".
No hebraico é audição
Segundo filho de Jacó e Lia (Gn 29:33). Nome dado a Segunda tribo de Israel.
Simeão é mencionado por diversas vezes em sua posição apropriada, isto é, o segundo lugar, nos capítulos que abordam a organização e arranjo do acampamento de Israel (Nm 1:6, 22-23) "De Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai; Dos filhos de Simeão, as suas gerações pelas suas famílias, segundo a casa dos seus pais; os seus contados, pelo número dos nomes, cabeça por cabeça, todo o homem de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra. Foram contados deles, da tribo de Simeão..."
A tribo de Simeão, a exemplo de várias outras, não conseguiram capturar todo o território que lhe foi atribuído.
Mas que, a despeito disso, a tribo era importante na área sul da terra prometida, isso pode ser demonstrado pelo fato de que um maior número de homens aliou-se a Davi, no início da monarquia, provenientes de Simeão, em um total de 7.100 homens.
A incrustação de Simeão, dentro do território de Judá, significou que as duas tribos foram-se misturando cada vez mais, e que Judá tornou-se a tribo predominante dentre as duas (Jz 1:3).
Estandarte da Tribo de Rúben
Gn 49:3-4 “Rúben, tu és meu primogênito, minha força e as primícias do meu vigor, o mais excelente em altivez e o mais excelente em poder. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porque subiste ao leito de teu pai e o profanaste; subiste à minha cama”. Dt 33:6 “Viva Rúben e não morra; e não sejam poucos os seus homens!” Nm 1:20 “Dos filhos de Rúben, o primogênito de Israel”.
Estandarte da Tribo de Levi
Gn 49:5-7 “Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência. No seu conselho, não entre minha alma; com o seu agrupamento, minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua vontade perversa jarretaram touros. Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel”. Dt 33:8-11 “De Levi disse: Dá, ó ELOHIM, o teu Tumim e o teu Urim para o homem, teu fidedigno, que tu provaste em Massá, com quem contendeste nas águas de Meribá; aquele que disse a seu pai e a sua mãe: Nunca os vi; e não conheceu a seus irmãos e não estimou a seus filhos, pois guardou a tua palavra e observou a tua aliança. Ensinou os teus juízos a ,Yaakov e a tua lei, a Israel; ofereceu incenso às tuas narinas e holocausto, sobre o teu altar. Abençoa o seu poder, ó ADONAY, e aceita a obra das suas mãos, fere os lombos dos que se levantam contra ele e o aborrecem, para que nunca mais se levantem”.
Estandarte da Tribo de Judá
Gn 49:8-12 “Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti. Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos. Ele amarrará o seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta, à videira mais excelente; lavará as suas vestes no vinho e a sua capa, em sangue de uvas. Os seus olhos serão cintilantes de vinho, e os dentes, brancos de leite”. Dt 33:7 “Isto é o que disse de Judá: Ouve, ó ADONAY, a voz de Judá e introduze-o no seu povo; com as tuas mãos, peleja por ele e sê tu ajuda contra os seus inimigos”.
Estandarte da Tribo de Zebulom
Gn 49:13 “Zebulom habitará na praia dos mares e servirá de porto de navios, e o seu limite se estenderá até Sidom”. Dt 33:18-19 “De Zebulom disse: Alegra-te, Zebulom, nas tuas saídas marítimas, e tu, Issacar, nas tuas tendas. Os dois chamarão os povos ao monte; ali apresentarão ofertas legítimas, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia”.
Estandarte da Tribo de Issacar
Gn 49:14-15 “Issacar é jumento de fortes ossos, de repouso entre os rebanhos de ovelhas. Viu que o repouso era bom e que a terra era deliciosa; baixou os ombros à carga e sujeitou-se ao trabalho servil”. Dt 33:18-19 “De Zebulom disse: Alegra-te, Zebulom, nas tuas saídas marítimas, e tu,Issacar, nas tuas tendas. Os dois chamarão os povos ao monte; ali apresentarão ofertas legítimas, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia”.
Estandarte da Tribo de Dã
Gn 49:16-18 “Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel. Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os talões do cavalo e faz cair o seu cavaleiro por detrás. A tua salvação espero, ó Eterno!” Dt 33:22 “De Dã disse: Dã é leãozinho; saltará de Basã”.
Estandarte da Tribo de Gade
Gn 49:19 “Gade, uma guerrilha o acometerá; mas ele a acometerá por sua retaguarda”. Dt 33:20-21
“De Gade disse: Bendito aquele que faz dilatar Gade, o qual habita como a leoa e despedaça o braço e o alto da cabeça. E se proveu da melhor parte, porquanto ali estava escondida a porção do chefe; ele marchou adiante do povo, executou a justiça do ADONAY e os seus juízos para com Israel”.
Estandarte da Tribo de Asér
Gn 49:20 “Aser, o seu pão será abundante e ele motivará delícias reais”. Dt 33:24-25 “De Aser disse: Bendito seja Aser entre os filhos de Yaakov, agrade a seus irmãos e banhe em azeite o pé. Sejam de ferro e de bronze os teus ferrolhos, e, como os teus dias, durará a tua paz”.
Estandarte da Tribo de Naftali
Gn 49:21 “Naftali é uma gazela solta; ele profere palavras formosas”. Dt 33:23 “De Naftali disse: Naftali goza de favores e, cheio da bênção do Eterno, possuirá o lago e o Sul”.
Estandarte da Tribo de Efraim e Manassés
Gn 49:22-26 “yossef é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro. Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem. O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Yaakov, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel, pelo ELOHIM de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos das profundezas, com bênçãos dos seios e da madre. As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais até ao cimo dos montes eternos; estejam elas sobre a cabeça de Yaakov e sobre o alto da cabeça do que foi distinguido entre seus irmãos”. Dt 33:13-17 “De Yossef disse: Bendita do ADONAY seja a sua terra, com o que é mais excelente dos céus, do orvalho e das profundezas, com o que é mais excelente daquilo que o sol amadurece e daquilo que os meses produzem, com o que é mais excelente dos montes antigos e mais excelente dos outeiros eternos, com o que é mais excelente da terra e da sua plenitude e da benevolência daquele que apareceu na sarça; que tudo isto venha sobre a cabeça de Yossef, sobre a cabeça do príncipe entre seus irmãos. Ele tem a imponência do primogênito do seu touro, e as suas pontas são como as de um boi selvagem; com elas rechaçará todos os povos até às extremidades da terra. Tais, pois, as miríades de Efraim, e tais, os milhares de Manassés”.
Estandarte da Tribo de Benjamin
Gn 49:27 “Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo”. Dt 33:12 “De Benjamim disse: O amado do ADONAY habitará seguro com ele; todo o dia o ADONAY o protegerá, e ele descansará nos seus braços”.
Como você pode notar, cada tribo tinha uma função individual, porém, todos dependiam de todos, ou seja: era uma nação harmoniosa que se completava. Nenhuma tribo era auto-suficiente ou individualista, mas todos trabalhavam para o bem comum da nação.
Dt 33:26-29 “Não há outro, ó amado, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda e com a sua alteza sobre as nuvens. O Deus eterno é a tua habitação e, por baixo de ti, estende os braços eternos; ele expulsou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o. Israel, pois, habitará seguro, a fonte de Jacó habitará a sós numa terra de cereal e de vinho; e os seus céus destilarão orvalho. Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo Eterno, escudo que te socorre, espada que te dá alteza. Assim, os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás os seus altos.
Veja a seguir como cada tribo tinha um símbolo para decorar seu brasão e uma função específica:
Estandarte da Tribo de Simeão
SIGNIFICADO DA TRIBO DE SIMEÃO :
SIMEÃO Significa "Ouvindo ou Audição"
"Soube o Eterno que eu era preterida".
No hebraico é audição
Segundo filho de Jacó e Lia (Gn 29:33). Nome dado a Segunda tribo de Israel.
Simeão é mencionado por diversas vezes em sua posição apropriada, isto é, o segundo lugar, nos capítulos que abordam a organização e arranjo do acampamento de Israel (Nm 1:6, 22-23) "De Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai; Dos filhos de Simeão, as suas gerações pelas suas famílias, segundo a casa dos seus pais; os seus contados, pelo número dos nomes, cabeça por cabeça, todo o homem de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra. Foram contados deles, da tribo de Simeão..."
A tribo de Simeão, a exemplo de várias outras, não conseguiram capturar todo o território que lhe foi atribuído.
Mas que, a despeito disso, a tribo era importante na área sul da terra prometida, isso pode ser demonstrado pelo fato de que um maior número de homens aliou-se a Davi, no início da monarquia, provenientes de Simeão, em um total de 7.100 homens.
A incrustação de Simeão, dentro do território de Judá, significou que as duas tribos foram-se misturando cada vez mais, e que Judá tornou-se a tribo predominante dentre as duas (Jz 1:3).
Estandarte da Tribo de Rúben
Gn 49:3-4 “Rúben, tu és meu primogênito, minha força e as primícias do meu vigor, o mais excelente em altivez e o mais excelente em poder. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porque subiste ao leito de teu pai e o profanaste; subiste à minha cama”. Dt 33:6 “Viva Rúben e não morra; e não sejam poucos os seus homens!” Nm 1:20 “Dos filhos de Rúben, o primogênito de Israel”.
Estandarte da Tribo de Levi
- Símbolo: peitoral das vestes do sumo sacerdote
- Função: espiritual – tribo formada por líderes espirituais, responsáveis em ensinar e receber os sacrifícios e ofertas do povo.
Gn 49:5-7 “Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência. No seu conselho, não entre minha alma; com o seu agrupamento, minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua vontade perversa jarretaram touros. Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel”. Dt 33:8-11 “De Levi disse: Dá, ó ELOHIM, o teu Tumim e o teu Urim para o homem, teu fidedigno, que tu provaste em Massá, com quem contendeste nas águas de Meribá; aquele que disse a seu pai e a sua mãe: Nunca os vi; e não conheceu a seus irmãos e não estimou a seus filhos, pois guardou a tua palavra e observou a tua aliança. Ensinou os teus juízos a ,Yaakov e a tua lei, a Israel; ofereceu incenso às tuas narinas e holocausto, sobre o teu altar. Abençoa o seu poder, ó ADONAY, e aceita a obra das suas mãos, fere os lombos dos que se levantam contra ele e o aborrecem, para que nunca mais se levantem”.
Estandarte da Tribo de Judá
- Símbolo: leão
- Função: governar e promover o bem estar do povo – tribo responsável pela saúde do povo, formada por médicos, enfermeiros, terapeutas e também por líderes políticos. Pertencem à tribo Judá o Rei Davi e o Senhor Jesus.
Gn 49:8-12 “Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti. Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos. Ele amarrará o seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta, à videira mais excelente; lavará as suas vestes no vinho e a sua capa, em sangue de uvas. Os seus olhos serão cintilantes de vinho, e os dentes, brancos de leite”. Dt 33:7 “Isto é o que disse de Judá: Ouve, ó ADONAY, a voz de Judá e introduze-o no seu povo; com as tuas mãos, peleja por ele e sê tu ajuda contra os seus inimigos”.
Estandarte da Tribo de Zebulom
- Símbolo: navio
- Função: comércio marítimo – negociação de mercadorias com outras nações. O princípio do comércio exterior de Israel.
Gn 49:13 “Zebulom habitará na praia dos mares e servirá de porto de navios, e o seu limite se estenderá até Sidom”. Dt 33:18-19 “De Zebulom disse: Alegra-te, Zebulom, nas tuas saídas marítimas, e tu, Issacar, nas tuas tendas. Os dois chamarão os povos ao monte; ali apresentarão ofertas legítimas, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia”.
Estandarte da Tribo de Issacar
- Símbolo: jumento
- Função: transporte – responsáveis pela travessia dos bens das tribos em suas peregrinações. Criavam jumentos, animais fortes e resistentes que atravessavam até desertos com grandes cargas.
Gn 49:14-15 “Issacar é jumento de fortes ossos, de repouso entre os rebanhos de ovelhas. Viu que o repouso era bom e que a terra era deliciosa; baixou os ombros à carga e sujeitou-se ao trabalho servil”. Dt 33:18-19 “De Zebulom disse: Alegra-te, Zebulom, nas tuas saídas marítimas, e tu,Issacar, nas tuas tendas. Os dois chamarão os povos ao monte; ali apresentarão ofertas legítimas, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia”.
Estandarte da Tribo de Dã
- Símbolo: balança
- Função: direito – tribo formada por juízes que decidiam as causas de todo o povo.
Gn 49:16-18 “Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel. Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os talões do cavalo e faz cair o seu cavaleiro por detrás. A tua salvação espero, ó Eterno!” Dt 33:22 “De Dã disse: Dã é leãozinho; saltará de Basã”.
Estandarte da Tribo de Gade
- Símbolo:tenda
- Função: responsáveis pelo acampamento – tribo encarregada de montar e desmontar o acampamento a cada mudança.
Gn 49:19 “Gade, uma guerrilha o acometerá; mas ele a acometerá por sua retaguarda”. Dt 33:20-21
“De Gade disse: Bendito aquele que faz dilatar Gade, o qual habita como a leoa e despedaça o braço e o alto da cabeça. E se proveu da melhor parte, porquanto ali estava escondida a porção do chefe; ele marchou adiante do povo, executou a justiça do ADONAY e os seus juízos para com Israel”.
Estandarte da Tribo de Asér
- Símbolo: árvore frutífera
- Função: abastecimento – responsável pelo armazenamento de alimentos para todas as tribos.
Gn 49:20 “Aser, o seu pão será abundante e ele motivará delícias reais”. Dt 33:24-25 “De Aser disse: Bendito seja Aser entre os filhos de Yaakov, agrade a seus irmãos e banhe em azeite o pé. Sejam de ferro e de bronze os teus ferrolhos, e, como os teus dias, durará a tua paz”.
Estandarte da Tribo de Naftali
- Símbolo: gazela
- Função: comunicador e responsável pelo meio ambiente – eram eloquentes, escritores e porta-vozes do povo, além de cuidarem da natureza.
Gn 49:21 “Naftali é uma gazela solta; ele profere palavras formosas”. Dt 33:23 “De Naftali disse: Naftali goza de favores e, cheio da bênção do Eterno, possuirá o lago e o Sul”.
Estandarte da Tribo de Efraim e Manassés
- Símbolo: trigo
- Função: liderança e negociação – a tribo de José foi dividida em duas: Manassés e Efraim, seus filhos. José foi próspero na terra de suas aflições e garantiu a sobrevivência de seu povo.
Gn 49:22-26 “yossef é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro. Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem. O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Yaakov, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel, pelo ELOHIM de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos das profundezas, com bênçãos dos seios e da madre. As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais até ao cimo dos montes eternos; estejam elas sobre a cabeça de Yaakov e sobre o alto da cabeça do que foi distinguido entre seus irmãos”. Dt 33:13-17 “De Yossef disse: Bendita do ADONAY seja a sua terra, com o que é mais excelente dos céus, do orvalho e das profundezas, com o que é mais excelente daquilo que o sol amadurece e daquilo que os meses produzem, com o que é mais excelente dos montes antigos e mais excelente dos outeiros eternos, com o que é mais excelente da terra e da sua plenitude e da benevolência daquele que apareceu na sarça; que tudo isto venha sobre a cabeça de Yossef, sobre a cabeça do príncipe entre seus irmãos. Ele tem a imponência do primogênito do seu touro, e as suas pontas são como as de um boi selvagem; com elas rechaçará todos os povos até às extremidades da terra. Tais, pois, as miríades de Efraim, e tais, os milhares de Manassés”.Estandarte da Tribo de Benjamin
- Símbolo: lobo
- Função: caça – tribo responsável pela caça, composta de homens valentes que também eram grandes soldados de guerra.
Gn 49:27 “Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo”. Dt 33:12 “De Benjamim disse: O amado do ADONAY habitará seguro com ele; todo o dia o ADONAY o protegerá, e ele descansará nos seus braços”.
Como você pode notar, cada tribo tinha uma função individual, porém, todos dependiam de todos, ou seja: era uma nação harmoniosa que se completava. Nenhuma tribo era auto-suficiente ou individualista, mas todos trabalhavam para o bem comum da nação.
terça-feira, 24 de abril de 2018
Significado dos Símbolos: Símbolos do Judaísmo e do Cristianismo
SÍMBOLO DO JUDAÍSMO
1. O CANDELABRO: O Candelabro, Castiçal, é um objeto desenhado por Deus, e foi entregue à Moisés para que representasse a Glória de Deus no tabernáculo. Até hoje, os judeus usam em suas sinagogas.2.A ESTRELA DE DAVI: A Estrela de Davi, é um símbolo usado, desde a época do próprio Rei Davi, nas comunidades judaicas. Mas, ao passar dos séculos, muitas religiões adotaram a estrela com diversos significados em suas práticas ritualísticas, inclusive seitas pagãs.
3.SHOFAR: ShofarO Shofar, ou trombeta, era um instrumento musical, servia tanto para adorar ao Senhor, como para ajuntamento do povo. O Shofar era feito com chifres de carneiro. Este símbolo, ainda é utilizado pelos judeus.
4.TORAH: A Torah, o livro sagrado dos judeus também é um dos símbolos de forte representatividade nas comunidades judaicas. Para representá-la, eles (judeus) desenhavam as tábuas dos Dez Mandamentos em paredes e utensílios domésticos.
5. KIPAR: kipar é um objeto (chapéu) de cobertura pra cabeça, muito utilizado pelos judeus em cerimônias e rituais judaicos, são símbolos que marcam a nação desde muitos séculos. Apesar de fazer parte dos acessórios de vestimentas, é um símbolo muito respeitado entre eles. (Não vou entrar em muito detalhes, pois nosso objetivo é dá uma rápida explicação).
SÍMBOLOS DO CRISTIANISMO
A CRUZ: A Cruz vazia, é o símbolo universal do cristianismo, quase todas as religiões cristãs tem esse símbolo como autenticidade do cristianismo e sua representatividade. Algumas igrejas (avivalisticas) não o adotaram como seu símbolo, mas é inegável a necessidade de tê-lo. Não é nosso costume usarmos a cruz, mas toda igreja americana (E.U.A) usa o símbolo da cruz (vazia). A questão de não utilizarmos este símbolo, foi um cuidado da igreja evangélica não fazê-la objeto de adoração.
2. O PEIXE: O Peixe, é também um forte símbolo do cristianismo. No século I foi um importante símbolo de identificação entre os judeus convertidos ao cristianismo, dado a matança dos cristãos, muitos se utilizaram desse desenho para se identificarem uns com os outros, pois a palavra “peixe” no grego, com as iniciais se escrevia: Jesus Cristo de Deus Filho Salvador. Veja o exemplo em grego:
3. A ÂNCORA: A Âncora, também era um forte símbolo nos primeiros séculos do cristianismo, representava nossa segurança em Cristo e nossa ressurreição. Até hoje, muitos túmulos cristãos são identificados com este símbolo. Aos poucos, a Âncora foi ficando em desuso dado a presença de outros símbolos mais evidentes.
4. A POMBA: A Pomba tinha duas representatividades, tanto para os judeus como pra os cristãos. Ela já era usada como um símbolo representativo de Deus na época de Noé. E, posteriormente veio ser uma figura representativa do Espírito Santo. Até hoje, muitos adotam esse símbolo como representante do Espírito Santo. Não que o Espírito Santo seja de fato uma pomba, mas dado a seu caráter de simplicidade, pureza e obediência. Apesar de haver uma ordenança proibitiva de Deus com relação para não fazer imagens de espécie nenhuma (Dt 5.8) algumas igrejas adotaram o símbolo.
5. QUI RÔ: Estas duas letras gregas foram muito utilizadas como símbolo do cristianismo no século I, Este símbolo ficou mais evidente, depois da batalha que Constantino travou no ano de 312, na noite anterior a Batalha da Ponte Mílvio contra as forças de Maxêncio, Constantino teve um sonho no qual aparecia uma cruz, e nesta estava grafado a seguinte frase: In hoc signo vinces (sob este signo vencerás), e com este simbolo, estampado em seus escudos de guerra, ele venceu a batalha e se “converteu” ao cristianismo, mas, este símbolo já era muito utilizado antes de Constantino. Ele ja era comentado pelos Pais da Igreja no século I. Muitos o chamam de (PX) mas, é incorreto, o certo é Qui (X) e Rô (P). É como se abreviássemos a palavra “Senhor” que seria Sr. O Qui e o Rô é as primeiras letras da palavra “Cristo” como se fosse uma abreviação “Cr”. Vale lembrar que o Alfa e o Ômega é bastante utilizado também como símbolo do cristianismo.
sexta-feira, 23 de março de 2018
Significado dos Símbolos: Páscoa seus símbolos e significados!
PÁSCOA, SEUS SIMBOLOS E SIGNIFICADO!
“E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da PÁSCOA ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou”. (Êxodo 12:26,27).
O QUE É A PÁSCOA?
A PÁSCOA é uma das três principais festas do povo judeu, também comemorada por muitos cristãos. Sua origem deu-se no final do período em que o povo hebreu encontrava-se escravizado no Egito sob o domínio de faraó. Foi instituída pelo próprio Deus, com o intuito de libertar o seu povo do jugo egípcio (Ex 12). A PÁSCOA deveria ficar na história do povo hebreu, como um marco da libertação do povo judeu do cativeiro egípcio. Quando, nas gerações futuras alguém perguntasse: “que culto é este?” O povo deveria estar apto a responder as razões pelas quais ela foi instituída.No Novo Testamento Jesus Cristo, como hebreu, cumpriu toda a Lei em que se incluía o cerimonial da Páscoa. Ao estabelecer a nova aliança no seu sangue, Jesus mostrou qual era o verdadeiro sentido deste cerimonial que é a PÁSCOA. Hoje, como muitas outras verddaes da bíblia, o verdadeiro sentido da PÁSCOA foi desvirtuado e assim ensinado a humanidade. Por influência de culturas pagãs no seio do Cristianismo, os símbolos originais foram substituídos por outros, que nada tem a ver com o verdadeiro simbolismo da PÁSCOA como: ovos de chocolate, coelho e etc... Quando se pergunta o que é a PÁSCOA ou o que ela representa, poucos são os que sabem responder. Porém, a luz da Bíblia Sagrada veremos o que é a PÁSCOA, o que ela representa ainda para os hebreus, quais as razões de sua instituição e qual o verdadeiro significado para nós cristãos.
I - A INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA.
No Antigo Testamento, vemos que Deus havia escolhido um povo exclusivamente para si, este povo era a nação de Israel. Israel deveria honrar sua escolha e ser obediente ao seu criador e não decepciona-lo. As nações estrangeiras tinham costumes e rituais pagãos que não agradavam a Deus e o povo de Israel não deveria jamais imita-las. Porém, foi exatamente o que a nação de Israel fez. Por isso, Deus permitiu que eles servissem a uma nação estrangeira para depois liberta-los, mostrando assim o seu grande poder. “Então disse a Abrão: Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza". (Gênesis 15 : 13 , 14)”. Deus cumpriu a sua Palavra, e por um espaço de 430 anos Israel serviu como escravo no Egito. Para libertá-los, Deus escolhe Moisés e o capacita para realizar esta grande tarefa. Moisés é enviado ao Egito com a missão de convencer Faraó a libertar o povo hebreu. Faraó por sua vez não fez caso da reivindicação de Moisés, teve o coração endurecido e não deixou o povo ir. Então, Deus ordena que sejam derramadas sobre o Egito dez pragas como veremos:
1ª - As águas tornam-se sangue (Ex 7:19-21).
2ª - A praga das rãs (Ex 8:1-15).
3ª - A praga dos piolhos (Ex 8:16-19).
4ª - A praga das moscas (Ex 8:20-32).
5ª - A praga das pestes nos animais (Ex 9:1-17).
6ª - A praga das sarnas (Ex 9:8-12).
7ª - A praga das saraivas (Ex 9:13-35).
8ª - A praga dos gafanhotos (Ex 10:1-20).
9ª - A praga das trevas (Ex 10:21-29).
10ª - A morte dos primogênitos (Ex11:1-10; 12:29-31).
As primeiras nove pragas visavam afligir somente os egípcios, porém, esta última, era a mais terrível de todas, pois consistia na morte de todos os primogênitos, desde os homens até os animais e atingiria a todos. Para poupar o seu povo, Deus chama a Moisés e Aarão seu irmão e os instrui a respeito da instituição da PÁSCOA. Esta deveria ser observada pelo povo hebreu nos seus mínimos detalhes, caso contrário também seriam afligidos por esta terrível praga, assim como foram os egípcios.
O SENTIDO ETIMOLÓGICO DA PALAVRA
O termo PÁSCOA deriva do verbo hebraico “PESACH”, cujo significado é; “PASSAR POR CIMA”, dando-nos a idéia de LIVRAMENTO, PROTEÇÃO. “E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, PASSAREI POR CIMA de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito” (Ex 12:13)
A ORDENAÇÃO, O RITO E SEUS SÍMBOLOS.
Êxodo 12:3-24: "E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel. E ao primeiro dia haverá santa convocação; também ao sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós. Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde. Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra. Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães ázimos. Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa. Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã. Porque o SENHOR passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o SENHOR passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir. Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre".
Conforme o texto acima, observamos a ordenação de Deus em relação à instituição da PÁSCOA. Agora, observaremos seus símbolos e significados em relação a Jesus Cristo o CORDEIRO de Deus, visto que a PÁSCOA dos judeus no passado apontava para o futuro, onde o próprio filho de Deus seria sacrificado como um CORDEIRO para trazer-nos a libertação definitiva. Jesus é o CORDEIRO que foi morto desde a fundação do mundo. “E adoraram-no todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi MORTO desde a fundação do mundo” (Ap 13:8).
CARACTERÍSTICAS DO CORDEIRO PASCAL (Ex. 12: 5-8)
O Cordeiro ou cabrito para o sacrifício devia atender a essas exigências:
a) SEM MANCHAS. Não era apenas um capricho ou gosto estético, a escolha de um cordeiro sem manchas. Deveria ser assim, pois aquele animal, que seria levado ao sacrifício, representava CRISTO, Cordeiro de Deus, imaculado e incontaminado (I Pe 1:19).
b) UM MACHO DE UM ANO. Poderia ser um cordeiro ou um cabrito. O fato de ter um ano era requerido, tendo em vista a sua inocência. Nesse aspecto, o cordeiro representava Cristo, que foi entregue por nós, sendo totalmente inocente, quanto à culpa pelos nossos pecados (Mt 27.4a).
c) GUARDADO ATÉ O 14º DIA. O cordeiro PASCAL deveria ser tomado no 10º dia do mês de Abibe (abril) e guardado até o 14º dia, em observação pela família que o iria sacrificar. JESUS, como Cordeiro de Deus, também foi examinado pelos que o crucificaram, e nele não se achou falta alguma (Lc 23.4).
d) UM CORDEIRO PARA CADA CASA. O cordeiro da PÁSCOA deveria ser tomado para cada casa. Isso nos indica que Cristo, nosso Cordeiro PASCAL, deve estar presente em cada casa, para que, pelo sangue, tenhamos a proteção divina. Se a família fosse pequena, poderia compartilhar do cordeiro com outra. Assim também, temos o prazer de compartilhar CRISTO com outras pessoas.
e) A MORTE DO CORDEIRO. O cordeiro, com as características já mencionadas era morto, em todas as casas, à tarde. O tempo em que o cordeiro era sacrificado, ocorria entre as 15 e 17 horas (pôr-do-sol). JESUS CRISTO, nosso Cordeiro Pascal, foi morto entre a hora nona (15 hs.horário judaico) e 17 horas (horário romano), e o pôr-do-sol (Mt 27.45,46).
f) O SANGUE DO CORDEIRO. Não era desperdiçado. Tinha grande valor e significado para os israelitas. O sangue deveria ser posto sobre ambas as ombreiras (partes verticais da porta) e na verga (parte horizontal, sobre as ombreiras). Nessas partes o sangue seria visto por todos. Não seria posto nas soleiras para não ser pisado. Por esse sangue eles seriam salvos, quando da passagem do anjo exterminador na terra do Egito (Ex 12:23). Da mesma forma, é pelo sangue de JESUS que somos salvos da ira de Deus (Rm 5:9).
g) A CARNE ASSADA NO FOGO. Em todo o procedimento da celebração da PÁSCOA, vemos um tipo de CRISTO. A carne assada no fogo representa o fogo da ira de Deus, que JESUS suportou em nosso lugar, a ponto de ser abandonado na cruz (Mt 27:46).
h) COM PÃES ASMOS. Eram pães sem fermento. Seria um memorial, relembrando a pressa com que eles sairiam do Egito. E isso ocorreu, de fato, pois, quando da partida, o povo saiu antes que a massa levedasse ou fermentasse (Ex 12:34). Para nós, cristãos, significa que, para nos apossarmos de CRISTO, precisamos despojar-nos do fermento da hipocrisia, da malícia, da maldade, bem como dos pecados da velha vida (I Cor 5:7).
i) COM ERVAS AMARGOSAS. Ao comer a PÁSCOA, esses ingredientes relembrariam as amarguras sofridas no Egito. Para nós, significa o arrependimento dos pecados, muitas vezes amargo para a natureza humana, mas indispensável para servir a CRISTO. “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24).
A NOVA ALIANÇA
Na PÁSCOA, temos um memorial a ser observado pelos israelitas, tendo em vista a sua libertação do Egito (Ex 12:14). Na Nova Aliança estabelecida por Jesus, temos outro memorial a ser celebrado, pois a Páscoa judaica fazia parte da lei que na cruz foi cumprida por Cristo (Mt 5.17). JESUS como CORDEIRO de Deus cumpriu todo o ritual da antiga aliança, com seus ritos e cerimoniais, inclusive a Páscoa que consistia na morte de um cordeiro que deveria ser comido com pães asmos e ervas amargas. Ao cumprir toda a lei do antigo concerto, Jesus estabeleceu um novo e eterno, firmado no seu próprio sangue. “E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta PÁSCOA, antes que padeça; Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lhes, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22:15-20).
Na PÁSCOA judaica, o cordeiro, a vitima, estava ali, sobre a mesa. Era um símbolo de CRISTO. Na CEIA (eucaristia) quem está presente é o próprio CRISTO, o CORDEIRO de DEUS que tira os pecados do mundo. A sombra ou o símbolo foi substituído pela realidade, pois CRISTO nossa PÁSCOA foi sacrificado por nós (I Cor 5:7b). O cordeiro como animal, não precisa mais ser imolado, pois o CORDEIRO de DEUS - JESUS - já se manifestou para tirar os pecados do mundo (I Jo 3:8). JESUS ordenou que durante a ceia cristã o pão fosse comido em memória dEle (Lc 2:19), e não mais o cordeiro em memória da saída do Egito. JESUS tomou o cálice do “fruto da vide” (vinho sem fermento) e disse que era o sangue do Novo Testamento, ou seja, a Nova Aliança, para remissão dos pecados, e que ele deveria ser tomado em sua memória (I Co 11:26).
Na CEIA, todos os cristãos em comunhão com Cristo devem ser participantes desses dois emblemas: PÃO e VINHO. Devem por obediência ao Senhor comer o pão e tomar o vinho, conforme Ele ordenou, pois por eles celebramos a nossa liberdade do pecado, pela morte vicária que passou JESUS em nosso lugar, ao mesmo tempo em que alimentamos a esperança de um dia participarmos com Ele, no reino de Deus (Lc 22:16). “Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (João 6:53-56).
CONCLUSÃO
O fato de Jesus ter morrido na Sexta-feira e ressuscitado no Domingo de PÁSCOA, não foi coincidência. Tinha de ser assim para se cumprir tudo o que dele estava escrito “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprissem tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos” (Lc 24.44).
Coelhos e ovos de chocolate nada têm a ver com a verdadeira Páscoa. É uma das muitas tradições que veio do paganismo e que, infelizmente foi abraçada pelos cristãos, onde os mercenários e comerciantes da fé se aproveitam desse engodo e da ignorância do povo para obter lucro com a venda dos mesmos. É uma tradição sem fundamentos, sem valor algum para os verdadeiros cristãos e que desvirtua o verdadeiro significado da PÁSCOA. Veja como surgiu essa tradição pagã:
Os autênticos cristãos vêem na PÁSCOA, um significado redentor. A maioria das igrejas cristãs comemoram a nova Páscoa, não uma vez por ano, mas todos os meses no rito da SANTA CEIA que consiste no “alimentar-se” do PÃO (corpo) e VINHO (sangue), símbolos autênticos da Verdadeira PÁSCOA, conforme o mandamento do Senhor à sua Igreja: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22:19).
"Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós." (I Coríntios 5:7).
Fonte: Reginaldo Barbosa
“E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da PÁSCOA ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou”. (Êxodo 12:26,27).
O QUE É A PÁSCOA?
A PÁSCOA é uma das três principais festas do povo judeu, também comemorada por muitos cristãos. Sua origem deu-se no final do período em que o povo hebreu encontrava-se escravizado no Egito sob o domínio de faraó. Foi instituída pelo próprio Deus, com o intuito de libertar o seu povo do jugo egípcio (Ex 12). A PÁSCOA deveria ficar na história do povo hebreu, como um marco da libertação do povo judeu do cativeiro egípcio. Quando, nas gerações futuras alguém perguntasse: “que culto é este?” O povo deveria estar apto a responder as razões pelas quais ela foi instituída.No Novo Testamento Jesus Cristo, como hebreu, cumpriu toda a Lei em que se incluía o cerimonial da Páscoa. Ao estabelecer a nova aliança no seu sangue, Jesus mostrou qual era o verdadeiro sentido deste cerimonial que é a PÁSCOA. Hoje, como muitas outras verddaes da bíblia, o verdadeiro sentido da PÁSCOA foi desvirtuado e assim ensinado a humanidade. Por influência de culturas pagãs no seio do Cristianismo, os símbolos originais foram substituídos por outros, que nada tem a ver com o verdadeiro simbolismo da PÁSCOA como: ovos de chocolate, coelho e etc... Quando se pergunta o que é a PÁSCOA ou o que ela representa, poucos são os que sabem responder. Porém, a luz da Bíblia Sagrada veremos o que é a PÁSCOA, o que ela representa ainda para os hebreus, quais as razões de sua instituição e qual o verdadeiro significado para nós cristãos.
I - A INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA.
No Antigo Testamento, vemos que Deus havia escolhido um povo exclusivamente para si, este povo era a nação de Israel. Israel deveria honrar sua escolha e ser obediente ao seu criador e não decepciona-lo. As nações estrangeiras tinham costumes e rituais pagãos que não agradavam a Deus e o povo de Israel não deveria jamais imita-las. Porém, foi exatamente o que a nação de Israel fez. Por isso, Deus permitiu que eles servissem a uma nação estrangeira para depois liberta-los, mostrando assim o seu grande poder. “Então disse a Abrão: Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza". (Gênesis 15 : 13 , 14)”. Deus cumpriu a sua Palavra, e por um espaço de 430 anos Israel serviu como escravo no Egito. Para libertá-los, Deus escolhe Moisés e o capacita para realizar esta grande tarefa. Moisés é enviado ao Egito com a missão de convencer Faraó a libertar o povo hebreu. Faraó por sua vez não fez caso da reivindicação de Moisés, teve o coração endurecido e não deixou o povo ir. Então, Deus ordena que sejam derramadas sobre o Egito dez pragas como veremos:
1ª - As águas tornam-se sangue (Ex 7:19-21).
2ª - A praga das rãs (Ex 8:1-15).
3ª - A praga dos piolhos (Ex 8:16-19).
4ª - A praga das moscas (Ex 8:20-32).
5ª - A praga das pestes nos animais (Ex 9:1-17).
6ª - A praga das sarnas (Ex 9:8-12).
7ª - A praga das saraivas (Ex 9:13-35).
8ª - A praga dos gafanhotos (Ex 10:1-20).
9ª - A praga das trevas (Ex 10:21-29).
10ª - A morte dos primogênitos (Ex11:1-10; 12:29-31).
As primeiras nove pragas visavam afligir somente os egípcios, porém, esta última, era a mais terrível de todas, pois consistia na morte de todos os primogênitos, desde os homens até os animais e atingiria a todos. Para poupar o seu povo, Deus chama a Moisés e Aarão seu irmão e os instrui a respeito da instituição da PÁSCOA. Esta deveria ser observada pelo povo hebreu nos seus mínimos detalhes, caso contrário também seriam afligidos por esta terrível praga, assim como foram os egípcios.
O SENTIDO ETIMOLÓGICO DA PALAVRA
O termo PÁSCOA deriva do verbo hebraico “PESACH”, cujo significado é; “PASSAR POR CIMA”, dando-nos a idéia de LIVRAMENTO, PROTEÇÃO. “E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, PASSAREI POR CIMA de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito” (Ex 12:13)
A ORDENAÇÃO, O RITO E SEUS SÍMBOLOS.
Êxodo 12:3-24: "E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel. E ao primeiro dia haverá santa convocação; também ao sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós. Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde. Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra. Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães ázimos. Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa. Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã. Porque o SENHOR passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o SENHOR passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir. Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre".
Conforme o texto acima, observamos a ordenação de Deus em relação à instituição da PÁSCOA. Agora, observaremos seus símbolos e significados em relação a Jesus Cristo o CORDEIRO de Deus, visto que a PÁSCOA dos judeus no passado apontava para o futuro, onde o próprio filho de Deus seria sacrificado como um CORDEIRO para trazer-nos a libertação definitiva. Jesus é o CORDEIRO que foi morto desde a fundação do mundo. “E adoraram-no todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi MORTO desde a fundação do mundo” (Ap 13:8).
CARACTERÍSTICAS DO CORDEIRO PASCAL (Ex. 12: 5-8)
O Cordeiro ou cabrito para o sacrifício devia atender a essas exigências:
a) SEM MANCHAS. Não era apenas um capricho ou gosto estético, a escolha de um cordeiro sem manchas. Deveria ser assim, pois aquele animal, que seria levado ao sacrifício, representava CRISTO, Cordeiro de Deus, imaculado e incontaminado (I Pe 1:19).
b) UM MACHO DE UM ANO. Poderia ser um cordeiro ou um cabrito. O fato de ter um ano era requerido, tendo em vista a sua inocência. Nesse aspecto, o cordeiro representava Cristo, que foi entregue por nós, sendo totalmente inocente, quanto à culpa pelos nossos pecados (Mt 27.4a).
c) GUARDADO ATÉ O 14º DIA. O cordeiro PASCAL deveria ser tomado no 10º dia do mês de Abibe (abril) e guardado até o 14º dia, em observação pela família que o iria sacrificar. JESUS, como Cordeiro de Deus, também foi examinado pelos que o crucificaram, e nele não se achou falta alguma (Lc 23.4).
d) UM CORDEIRO PARA CADA CASA. O cordeiro da PÁSCOA deveria ser tomado para cada casa. Isso nos indica que Cristo, nosso Cordeiro PASCAL, deve estar presente em cada casa, para que, pelo sangue, tenhamos a proteção divina. Se a família fosse pequena, poderia compartilhar do cordeiro com outra. Assim também, temos o prazer de compartilhar CRISTO com outras pessoas.
e) A MORTE DO CORDEIRO. O cordeiro, com as características já mencionadas era morto, em todas as casas, à tarde. O tempo em que o cordeiro era sacrificado, ocorria entre as 15 e 17 horas (pôr-do-sol). JESUS CRISTO, nosso Cordeiro Pascal, foi morto entre a hora nona (15 hs.horário judaico) e 17 horas (horário romano), e o pôr-do-sol (Mt 27.45,46).
f) O SANGUE DO CORDEIRO. Não era desperdiçado. Tinha grande valor e significado para os israelitas. O sangue deveria ser posto sobre ambas as ombreiras (partes verticais da porta) e na verga (parte horizontal, sobre as ombreiras). Nessas partes o sangue seria visto por todos. Não seria posto nas soleiras para não ser pisado. Por esse sangue eles seriam salvos, quando da passagem do anjo exterminador na terra do Egito (Ex 12:23). Da mesma forma, é pelo sangue de JESUS que somos salvos da ira de Deus (Rm 5:9).
g) A CARNE ASSADA NO FOGO. Em todo o procedimento da celebração da PÁSCOA, vemos um tipo de CRISTO. A carne assada no fogo representa o fogo da ira de Deus, que JESUS suportou em nosso lugar, a ponto de ser abandonado na cruz (Mt 27:46).
h) COM PÃES ASMOS. Eram pães sem fermento. Seria um memorial, relembrando a pressa com que eles sairiam do Egito. E isso ocorreu, de fato, pois, quando da partida, o povo saiu antes que a massa levedasse ou fermentasse (Ex 12:34). Para nós, cristãos, significa que, para nos apossarmos de CRISTO, precisamos despojar-nos do fermento da hipocrisia, da malícia, da maldade, bem como dos pecados da velha vida (I Cor 5:7).
i) COM ERVAS AMARGOSAS. Ao comer a PÁSCOA, esses ingredientes relembrariam as amarguras sofridas no Egito. Para nós, significa o arrependimento dos pecados, muitas vezes amargo para a natureza humana, mas indispensável para servir a CRISTO. “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24).
A NOVA ALIANÇA
Na PÁSCOA, temos um memorial a ser observado pelos israelitas, tendo em vista a sua libertação do Egito (Ex 12:14). Na Nova Aliança estabelecida por Jesus, temos outro memorial a ser celebrado, pois a Páscoa judaica fazia parte da lei que na cruz foi cumprida por Cristo (Mt 5.17). JESUS como CORDEIRO de Deus cumpriu todo o ritual da antiga aliança, com seus ritos e cerimoniais, inclusive a Páscoa que consistia na morte de um cordeiro que deveria ser comido com pães asmos e ervas amargas. Ao cumprir toda a lei do antigo concerto, Jesus estabeleceu um novo e eterno, firmado no seu próprio sangue. “E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta PÁSCOA, antes que padeça; Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lhes, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22:15-20).
Na PÁSCOA judaica, o cordeiro, a vitima, estava ali, sobre a mesa. Era um símbolo de CRISTO. Na CEIA (eucaristia) quem está presente é o próprio CRISTO, o CORDEIRO de DEUS que tira os pecados do mundo. A sombra ou o símbolo foi substituído pela realidade, pois CRISTO nossa PÁSCOA foi sacrificado por nós (I Cor 5:7b). O cordeiro como animal, não precisa mais ser imolado, pois o CORDEIRO de DEUS - JESUS - já se manifestou para tirar os pecados do mundo (I Jo 3:8). JESUS ordenou que durante a ceia cristã o pão fosse comido em memória dEle (Lc 2:19), e não mais o cordeiro em memória da saída do Egito. JESUS tomou o cálice do “fruto da vide” (vinho sem fermento) e disse que era o sangue do Novo Testamento, ou seja, a Nova Aliança, para remissão dos pecados, e que ele deveria ser tomado em sua memória (I Co 11:26).
Na CEIA, todos os cristãos em comunhão com Cristo devem ser participantes desses dois emblemas: PÃO e VINHO. Devem por obediência ao Senhor comer o pão e tomar o vinho, conforme Ele ordenou, pois por eles celebramos a nossa liberdade do pecado, pela morte vicária que passou JESUS em nosso lugar, ao mesmo tempo em que alimentamos a esperança de um dia participarmos com Ele, no reino de Deus (Lc 22:16). “Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (João 6:53-56).
CONCLUSÃO
O fato de Jesus ter morrido na Sexta-feira e ressuscitado no Domingo de PÁSCOA, não foi coincidência. Tinha de ser assim para se cumprir tudo o que dele estava escrito “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprissem tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos” (Lc 24.44).
Coelhos e ovos de chocolate nada têm a ver com a verdadeira Páscoa. É uma das muitas tradições que veio do paganismo e que, infelizmente foi abraçada pelos cristãos, onde os mercenários e comerciantes da fé se aproveitam desse engodo e da ignorância do povo para obter lucro com a venda dos mesmos. É uma tradição sem fundamentos, sem valor algum para os verdadeiros cristãos e que desvirtua o verdadeiro significado da PÁSCOA. Veja como surgiu essa tradição pagã:
Os autênticos cristãos vêem na PÁSCOA, um significado redentor. A maioria das igrejas cristãs comemoram a nova Páscoa, não uma vez por ano, mas todos os meses no rito da SANTA CEIA que consiste no “alimentar-se” do PÃO (corpo) e VINHO (sangue), símbolos autênticos da Verdadeira PÁSCOA, conforme o mandamento do Senhor à sua Igreja: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22:19).
"Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós." (I Coríntios 5:7).
Fonte: Reginaldo Barbosa
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