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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Botânica de Deus: As três árvores que simbolizam Israel.

AS TRÊS ÁRVORES QUE SIMBOLIZAM ISRAEL!

A VIDEIRA, A FIGUEIRA E A OLIVEIRA.

      “...A vós é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas essas coisas se dizem por parábolas” (Mc 4. 11).

     Mais de cinqüenta espécies de plantas são mencionadas nas Escrituras Sagradas, entre elas diversas possuem grande utilidade e encerram algum simbolismo. O cedro foi tão comum em Jerusalém como as figueiras bravas (1 Rs 10. 27). Isto aconteceu no tempo do rei Salomão que, em seus cânticos, falou desde o cedro do Líbano até hissopo que nasce na parede. Dá a entender que era a maior ou mais importante árvore conhecida (1 Rs 4. 33). O cedro é emblema da majestade ou força (Is 2. 13). Naquele tempo do auge da grandeza de Israel, o cedro poderia ser o símbolo nacional. Em Ezequiel 17. 22 e 23, referindo-se à restauração do reino, Deus diz que tirará um renovo do topo do cedro e o plantará num monte alto. Depois do cativeiro, Israel ficou sem rei, sem independência política, perdeu a majestade e a soberania, não pôde mais ser representado pelo cedro altaneiro. Há até um pensamento de que a árvore que servia de emblema aos judeus após o cativeiro era a murta. Quando a rainha Ester nasceu, recebeu o nome de Hadassa, murta, na língua hebraica, que é uma planta bem menor e de menos valor e utilidade que o cedro. Significando a escolha deste nome, que o povo judeu estava em condições humilhante. Na linguagem do Novo Testamento, Jesus Cristo e depois o apóstolo Paulo usam os símbolos de Israel três árvores, a saber: a videira, a figueira e a oliveira. Aparecem as três juntas no cântico de Habacuque (HC 3. 17). A videira é símbolo dos privilégios espirituais de Israel, a figueira, dos privilégios nacionais, e a oliveira, dos privilégios religiosos.
A VIDEIRA: É um arbusto bem conhecido pela produção de uvas, cultivada desde os tempos antigos e mencionada muitas vezes nas Escrituras. Noé plantou uma vinha (Gn 9. 20). Existia no Egito (Gn 40. 9) e em Canaã (Dt 8. 8). O tempo da vindima inspirava regozijo e festas (Jz 9. 27; Jr 25. 30). A mesma figueira de Israel às vezes é expressa pela videira, outras vezes pela vinha. Em linguagem figurada, é a nação de Israel mencionada como parábola em Salmo 80. 8-16. Deus trouxe uma vinha do Egito e plantou numa terra, cujas nações foram lançadas fora (v 8). Sob a direção de Moisés o povo foi liberto da escravidão do Egito e, comandado por Josué, venceu os povos de Canaã. Fez com que suas raízes se aprofundassem, seus ramos se tornassem como cedros e chegassem até o mar (vv 9-11). Tornou-se um reino próspero com a sabedoria e a grandeza de Salomão. Aparece também a parábola da videira em Isaías 5. 1-7, apelando para o concerto que Deus fez com os pais quando os tirou do Egito: “...julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha. Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu não lhe tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas, veio a produzir uvas bravas” (Is 5. 3b, 4). Israel foi escolhida por Deus para tornar conhecida a lei de Deus aos outros povos. Sua missão era servir de exemplo, de testemunho às nações que não conheciam a vontade do Senhor. “E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus” (Lv 20. 26). Os judeus falharam nessa missão, “produziram uvas bravas”; em vez de justiça, praticaram opressões, caíram na idolatria, indo a uma condição de que Deus disse: “...andaram após deuses estranhos para os servir”. Como resultado, veio o castigo, cumprindo-se as predições de Deuteronômio 28 e dos profetas, especialmente Jeremias. Vieram os exércitos da Assíria contra Samaria e de Babilônia contra Jerusalém, destruíram as cidades, os muros e o Templo e levaram para suas terras o restante do povo como cativo. Acabou-se a glória do povo de Israel. É o que significa a expressão “O Javali da selva a devasta, e as feras do campo a devoram” (Sl 80. 13). Deus mesmo declarou: “...tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto...” (Is 5. 5b). Jesus Cristo pronunciou uma parábola para os judeus nos mesmos termos daquelas do Salmo 80 e Isaías 5. Um homem plantou uma vinha, tomou todas as providências de proteção e segurança e arrendou-a a uns lavradores. Estes, no tempo de dar conta dos frutos, espancaram uns servos, mataram outros e por fim mataram o próprio filho do proprietário (MT 21. 33-39). Os judeus espancaram e mataram os profetas e crucificaram o Filho de Deus. Então Jesus perguntou “...o Senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?” E eles responderam: “...Dará afrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos...Portanto eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos” (MT 21. 41b, 43).
A FIGUEIRA: Árvore originária do oriente, é muito abundante na Ásia e na Europa. Adão e Eva fizeram roupas de folhas de figueira (Gn 3. 7) para esconder sua nudez, mas quando ouviram a voz de Deus, se esconderam. Aquela roupa não satisfazia. Era costume oriental descansar debaixo da figueira, ato que significava paz e prosperidade (1 Rs 4. 25; Mq 4. 4; Zc 3. 10). O fruto da figueira é comido fresco e pode ser conservado em forma de passas (1 Sm 25. 18). Servia o figo ainda de remédio, como no exemplo da doença do rei Ezequias, quando foi colocada na chaga uma pasta de figos e sarou (2 Rs 20. 7). Foi usada também massa de figos para animar um moço desfalecido pela fome de três dias (1 Sm 30. 11, 12). Jeremias teve uma visão de dois cestos de figos. Um cesto figos bons; e o outro, figos tão ruins que não se podiam comer. Os figos bons representavam os judeus fiéis, que iam para o cativeiro, mas Deus havia de trazê-los de volta para Jerusalém. Os figoa maus eram os que acompanhavam o rei Zedequias na maldade e na desobediência a Deus, que seriam castigados, levados para Babilônia e destruídos por lá. (Ver Jr 24. 1-10). Jesus avistou uma figueira perto do caminho por onde passava, dirigiu-se a ela procurando frutos e não achou senão folhas, então disse à figueira: “Nunca mais nasça fruto em ti. E a figueira secou imediatamente” (MT 21. 19 e Mc 11. 12-14). Foi como aquela geração dos judeus de seu tempo, que não produziu os frutos que Deus queria e foi destruída. Quando os discípulos pediram um sinal da vinda de Jesus e do fim do mundo, Ele disse: “Aprendei pois esta parábola da figueira...”(MT 24. 3, 32). A figueira foi castigada com a destruição de Jerusalém no ano 70d.C. pelo exército romano. Os judeus foram dispersos e ficaram sem Pátria durante quase dois mil anos. Ultimamente a figueira está reverdecendo. Em 1948 foi proclamado o Estado de Israel, e na guerra dos seis dias, em junho de 1967, o povo judeu reconqistou o território que formava a Palestina nos dias de Jesus Cristo. De lá pra cá, o progresso vai avançando passo a passo. Segundo a profecia de Jesus, “verão está próximo” (MT 24. 32b).
A OLIVEIRA: Árvore muito comum em toda a parte mencionadas no Velho Testamento. Seus frutos, esmagados, produziam óleo ou azeite. Era símbolo de prosperidade e bênçãos divinas (Sl 52. 8 e Jr 11. 16). Tornou-se também o ramo de oliveira em emblema de paz. Tanto óleo como a árvore se usavam na Festa dos Tabernáculos. O azeite de oliveira era empregado de várias maneiras no ritual do culto judaico. Usava-se no Castiçal do Tabernáculo, servindo para alumiar. Fazia parte do óleo da unção (Ex 27. 20; 30. 24; Lv 24. 2). Ainda servia de remédio. O samaritano aplicou, nas feridas do homem que encontrou moribundo, azeite e vinho (Lc 10. 34). Na santificação das coisas do Tabernáculo e na unção para exercer o ministério, usava-se azeite. Neste uso é símbolo do Espírito Santo, que nos santifica e unge para o testemunho de Jesus Cristo (Ver Ex 30. 29 e Lv 10. 7). A oliveira, como símbolo de Israel, vem na parábola apresentada por Paulo em Romanos 11. 17-27. Os judeus são a boa oliveira (v24), os gentios são a oliveira brava ou zambujeiro (v17). Foram quebrados alguns ramos da boa oliveira e enxertados os da oliveira brava (vv17, 19). Que maravilha não é mesmo meu caro leitor? Os frutos da oliveira brava são pequenos e menos abundantes. Enxertando-se um ramo da boa árvore na oliveira brava, os frutos são melhores. Na alegoria de Paulo o processo foi diferente, os gentios, oliveira brava, foram enxertados na boa oliveira. Foi a bondade de Deus para com os gentios que fez isto. Recebemos assim a seiva que vem da raiz da boa árvore. “Se a raiz é santa, os ramos também o são” (v16). A raiz da árvore judaica é Abraão. Deus disse a Moisés: “...Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó...”(Ex 3. 15b). Aparece como um Deus tríplice. Abraão é tipo de Deus Pai (Lc 16. 22-25); Isaque é tipo de Deus Filho, especialmente na história do casamento (Gn 24); Jacó, pelo modo como foi guiado por Deus (Gn 28. 15; 31. 3; 32. 24-30; 35. 1; 46. 204), lembra o ministério do Espírito Santo, que nos guia em toda a verdade (Jô 16. 13). Deus não rejeitou seu povo de Israel, não temos razão para considerá-los rejeitados; foram separados, mas os que não permaneceram na incredulidade serão enxertados (v23). “Se tu foste cortado do natural zambujeiro, e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira” (Rm 11. 24). Além do óleo, a madeira da oliveira que Ra utilizada pelos marceneiros estava nos objetos sagrados. Os querubins do Templo eram feitos de madeira de oliveira (1 Rs 6. 23) e a porta do Santo dos Santos (1 Rs 6. 31-33). Quer dizer que os judeus tomaram parte na fundação da Igreja de Jesus Cristo. Os apóstolos, colunas da Igreja, e os primeiros crentes eram judeus.
Fonte: https://otribunaldecristo.webnode.com.br/news/tr%C3%AAs-arvores-que-simbolizam-israel/

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Botânica de Deus: A vida da árvore compara a nós.


A VIDA DA ÁRVORE COMPARADA A NÓS.

Segundo o Salmo 1:3, o homem justo é como uma árvore plantada junto à ribeiros de águas, que é produtiva (dá frutos na estação), bonita (as folhas não caem) e próspera. Em várias passagens bíblicas o homem é comparado a uma árvore (Juízes 9:8-15; Salmos 80:15; 92:12-14; 144:12; Cantares 4:12; Isaías 61:3; Jeremias 17:8; Ezequiel 34:29; Romanos 6:5; I Coríntios 3:6-9; 9:7).
Além dessas passagens, vemos a planta simbolizando:
- O povo de Israel (Êxodo 15:17; Ezequiel 17:22-24; Oseias 14:5-7);
- Nabucodonosor (Daniel 4:10-12);
- Os incrédulos e mentirosos (Mateus 15:13; Judas 12);
- Jesus e Sua Igreja (João 15:1-6);
- Israel e a Igreja (Romanos 11:16-24).
Na verdade, desde a criação do homem, este é comparado a uma planta, quando Deus o abençoa para que ele produzisse "frutos": "E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra." Gênesis 1:22
Sabendo que uma das metáforas da Bíblia é a comparação do homem com uma planta, vamos analisar, a partir de agora, cada fase da planta que, mencionada na Bíblia, traz grandes ensinos para nós:
1 - A Semente: Os Primeiros Passos da Vida com Deus


A semente consiste em três partes: o tegumento que a envolve (a casca), o embrião (futura planta) e o cotilédone (o primeiro alimento). Já percebeu que, para plantar uma semente, os agricultores costumam abrir uma "cova" para "enterrar" a semente? Uma semente, seja ela de que planta for, precisa “morrer”, ou seja, ser separada, lançada à terra, entrar em contato com a água, desfazer (abrir/morrer) sua casca e, após esse processo, gerar uma nova vida, uma nova planta. Já que a nova planta não tem raiz para poder absorver os sais minerais da terra, dentro da própria semente o cotilédone (a massa que está dentro da semente) foi criado para alimentá-la até que ela tenha condições de se alimentar por sua própria raiz. Enquanto isso não acontece, o cotilédone (ou seja, a semente) é totalmente sugado, consumido. A semente morre para dar vida à nova planta que saiu dela. O primeiro alimento consiste na pregação que leva o salvo reconhecer a Cristo como seu único e suficiente Salvador. Talvez você foi alcançado por um hino, um folheto, uma pregação, um testemunho de algum outro cristão, mas saiba que esse primeiro alimento te fortaleceu no início da caminhada (Salmos 126:6; Lucas 8:11; II Coríntios 9:10; I Pedro 1:23) e te ajudou a matar o velho homem, que aqui representa a casca (João 12:24). Se essa casca ainda não caiu da tua vida, você precisa arrancá-la. Essa casca pode ser um relacionamento errado, uma mania, um sentimento ruim, um vício, um pecado. Seja lá o que for, a tua planta, ou seja, a tua vida com Deus só crescerá após você arrancar essa casca da sua vida. Por isso, se não está conseguindo sozinho, peça ajuda de Deus. Assim que sua casca cair, o embrião (Jeremias 2:21; Lucas 8:15) começa a se alimentar do cotilédone para se tornar uma planta e, assim, a sua vida com Deus se iniciará num lindo processo... A semente também é utilizada para fazer referência da ressurreição em I Coríntios 15:36-38,42-44, que não deixa de ser um novo nascimento (renascer, reviver).
2 - A água: O Espírito Santo agindo

Para que a casca da semente possa cair e o embrião possa começar a se alimentar do cotilédone e crescer, é necessário que a semente seja umedecida. Se a água não tocar a semente, ela nunca se tornará uma árvore (Salmos 23:2; Isaías 32:20; 35:1-7; 41:17-20; Jeremias 2:13; João 4:10; Apocalipse 21:6). É a água que traz vida para o novo crente (Ezequiel 47:1-9). Mas, quem é esta água? O Espírito Santo nas Escrituras é comparado a essa água que torna a primeira pregação (o cotilédone) útil, mas, nenhum crente fica alimentado por toda a vida apenas com uma única pregação que ouviu. Ele precisará criar raízes para se alimentar dos sais minerais da terra.
E de onde sai a água? Da Rocha, que é Cristo! Êxodo 17:6.
3 - Os Sais Minerais: Se alimentando da Palavra por toda vida

Chega um momento que o cotilédone perde sua eficácia (se esgota) e a nova planta precisa se alimentar de um alimento mais sólido que perdurará por toda sua vida (Hebreus 5:11-14). Os sais minerais do solo, dissolvidos na água (olha aí o Espírito Santo sempre agindo!), constituem a seiva mineral. O crente precisa da Palavra de Deus (ler toda a Bíblia e meditar nela dia e noite) para poder crescer. Salmo 1:2; Jeremias 15:16; Ezequiel 3:1; João 6:35.
4 - A Raiz: O Firme Fundamento

A partir do momento que o embrião é umedecido e começa a se alimentar do cotilédone, passa a crescer suas raízes. Deuteronômio 29:18; Isaías 37:31; Romanos 1:16; Hebreus 11:1, 16; 12:15. A raiz cresce para baixo devido a influência da terra e da água, tornando a planta mais segura e resistente aos "ataques". Mesmo que uma planta venha ser arrancada, se sua raiz permanecer, ela pode renascer! Isso é profundo...
5 - Tronco: O processo de Santificação

Para nos achegarmos a Deus, precisamos crescer, nos desenvolver. Assim como o tronco leva a planta ao alto, assim, para alcançarmos as alturas, precisamos nos santificar. O tronco, portanto, representa nosso amadurecimento na obra de Deus. Isaías 58:11; João 7:38; 17:17; Romanos 6:19-22; II Coríntios 7:1; I Tessalonicenses 2:13; 4:7-8; Hebreus 12:14.
Estás disposto a crescer com Deus?
6 - Folhas: O que sai da boca e traz cura

Em Salmos 1:3 e Jeremias 17:8 diz que as folhas nunca podem cair, e na vida de um convertido não pode faltar três coisas: oração, adoração e evangelização.
* Orar: Mateus 21:19; Lucas 18:1; I Tessalonicenses 5:17; I Timóteo 2:1-8 Tiago 4:3.
* Louvar: Salmos 34:1; Hebreus 13:15; Apocalipse 5:12.
* Pregar: II Timóteo 4:2; I Pedro 1:12.
7 - Sol e Vento: O revestimento de Cristo e do Espírito Santo

As folhas recebem o ar e o calor do sol para poder respirar, transpirar e degustar - a fotossíntese acontece através das folhas (I Coríntios 14:15). O ar em movimento é o vento do Espírito que nos faz respirar e nos conduz a fazer a Sua vontade (Ezequiel 37:9; 47:12; João 3:8; Atos 2:2; Romanos 8:26). Por influência dos raios solares as plantas se dirigem para cima. O sol é Jesus, nossa Estrela da Manhã, Luz do Mundo, Sol da Justiça. Salmos 84:11; Isaías 60:19-21; Apocalipse 21:23. Precisamos de Cristo no início da caminhada, simbolisado pelo cotilédone e pelos sais minerais, e no final, representado pelo sol. Da mesma forma, precisamos do Espírito Santo no ínício, representando a água, e no fim, simbolizado pelo ar.
8 - Flores: O bom testemunho que contagia

As flores representam beleza, aroma agradável (em algumas plantas) e reprodução. O pecado faz cair o semblante do homem, mas o renascimento em Cristo nos dá beleza e nos faz até contagiar outras vidas a se entregarem para Cristo. O nosso bom testemunho nos faz gerar novas vidas para Deus. Salmos 72:7,16; Cantares 2:10-12; Habacuque 3:17; II Coríntios 2:15; Tiago 1:11.
9 - Frutos: Os Resultados de uma vida com Deus

O fruto é o ovário aumentado após a fecundação e a semente, dentro do fruto, é o órgão responsável pela perpetuação da espécie. Sendo assim, o fruto representa na vida espiritual as pessoas que influenciamos e levamos para Cristo no decorrer de nossa caminhada aqui na terra. Como tem sido investido nosso tempo? Abrimos nossa boca para pregar o Evangelho, ou apenas para reclamar, fofocar, mentir, falar palavras torpes? Quantas almas ganhamos para Cristo no último ano? E quantas almas ganhamos até este momento nesse ano? João 15:2; Mateus 3:10; 7:16-23; 12:33; 13:24-30; I Coríntios 15:42-44; Salmos 92:12-15; Gálatas 5:22-25.
10 - A agricultor: O Pai

Deus é o primeiro agricultor, pois a Bíblia nos diz: “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden...” Gênesis 2:8. O próprio Jesus disse: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.” João 15:1 Sendo assim, reconhecemos que Deus Pai é o agricultor, o dono da vinha (Salmos 80:8,15; Isaías 5:1-7; Mateus 13:24-30; 15:13; 20:1-15; Lucas 13:6-9; 20:9-15 etc.). O agricultor também está sempre acompanhando a planta, do início ao fim e Deus é o nosso agricultor! Deixe o Pai tratar o teu coração (Mateus 15:13; I Coríntios 3:7) que está danificado pelo pecado e transformá-lo em uma boa terra para dar muitos frutos! Marcos 7:21-23; Filipenses 4:7-9; Malaquias 4:1.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Botânica de Deus: Somos comparados ao Carvalho e ao Terebinto.

O Carvalho e o Terebinto. 
Isaías 6:13 "E ainda que um décimo fique no país, esses também serão destruídos. Mas, assim como o terebinto e o carvalho deixam o tronco quando são derrubados, assim a santa semente será o seu tronco".
Esses estudos sobre a Botânica do Reino têm como objetivo estudarmos o motivo de muitas vezes os seres humanos serem comparados com algumas plantas nos textos bíblicos. O que Deus queria dizer quando comparou-nos a um carvalho ou terebinto? E a videira? E a murta? É sobre isso que vamos estudar. Em muitas situações de nossas vidas nos achamos em situações onde nada parece dar certo. É como se todas as vezes que saímos de casa, ou mesmo chegamos em casa, tudo se transforma. A nossa paz acaba, problemas surgem do nada, como se algo estivesse só esperando a nossa chegada para acontecer. Nesses momentos olhamos para os lados e nos perguntamos: “Onde é que estou errando?” ou “Por que tudo da errado sempre?” No texto de Isaías 6:13 nós vemos uma situação bem específica a respeito do desejo de Deus. Esse texto é conhecido como “o chamado do profeta Isaías”. Com certeza já lemos sobre os serafins que voavam e clamavam que Deus é três vezes santo e que um deles purificou a boca do profeta com uma tenaz, etc. Deus diz a Isaías para pregar a sua Palavra, mas avisa que o povo não vai dar atenção. E Isaías, talvez consciente do que significava isso pergunta: “Até quando, Senhor?” e Deus responde o que está em Is. 6:11-13. É nesse momento que Deus compara o povo com o carvalho e com o terebinto, ou azinheira. E é sobre estas duas árvores que vamos falar hoje.
Assim Como o Carvalho
Você pode se perguntar: “por que o carvalho, se ele não dá fruto comestível?” Por causa das características do próprio carvalho. Se você chegar em um bosque com muitas árvores e nele houver um carvalho, não há como não distingui-lo. Ele provavelmente será a árvore mais velha e mais alta do bosque. O carvalho tem uma vida média entre 500 a 1000 anos e alcança entre 30 a 40 metros de altura. Ou seja, vida longa. Isso lhe proporciona uma característica sofrida, caule enrugado e raízes profundas. Mas isso não tem nada haver com sua idade. Assim, como quem vive muito passa por muita coisa, o carvalho tem uma característica muito interessante: quando ele passa por uma tempestade e recebe fortes pancadas de vento e chuva, seu tronco, que é uma das madeiras mais resistentes do mundo, não se quebra, mas se contorce, enverga e se molda ao vento. O carvalho tem forte resistência às situações da vida. “Por incrível que pareça, quanto mais ele se sujeita às intempéries, mais fortalecido ele sai delas, pois suas raízes se arraigam ao solo a cada tempestade, seu tronco se revigora, e a possibilidade dele ser extraído do solo pelos temporais diminui drasticamente, até se tornar nula. O carvalho se embebe de todas as conseqüências dos temporais e, assim, adquirem um aspecto desproporcional, exatamente como um ser que tivesse realizado um grande esforço ao longo de sua constituição. Chega mesmo a parecer entristecido.” É o tipo de árvore que quanto mais forte o vento ou a tempestade, mais forte ele fica, seu tronco se firma e ele não se quebra. Suas raízes não são profundas por causa dos longos anos de vida, mas sim porque quando a tempestade passa, ele procura aprofundar mais ainda suas raízes, seu objetivo é permanecer em pé, sem quebrar, firme e forte. Ao contrário de outras árvores o carvalho não perde suas folhas no inverno. Ele continua frondoso, cheio de vida mesmo no período mais difícil do ano. Ao que parece, Deus criou o carvalho para resistir. Quando Deus compara os seus a um carvalho Ele sugere que é assim que as coisas deveriam ser para nós. Mesmo quando atacado por qualquer situação, seja ela natural como uma tempestade, fortes ventos, queimadas, ou seja ela o machado de um lenhador, o carvalho se determina a não sair de sua posição e mesmo que seja derrubado, por causa de suas raízes profundas é muito difícil arrancar o “toco” que fica. E isso leva o carvalho a brotar e começar a crescer novamente.
Assim Como o Terebinto
O terebinto é umas das árvores mais fascinantes que nós vamos estudar. Ele é da mesma família do carvalho, mas possui alguns pontos diferentes. Assim como o carvalho, o terebinto é muito resistente ao inverno. Suas folhas não caem com o frio e só na primavera é que ele muda a folhagem. Porém, um terebinto não cresce tanto quanto o carvalho. Seu tamanho médio é de 10 metros aproximadamente. O terebinto, porém, possui duas características que o carvalho não possui. O perfume do terebinto pode ser sentido a mais de um quilômetro de distância, porém, para que isso aconteça ele deve perder parte da sua casca. Quanto maior e mais profunda sua ferida, maior será o perfume exalado pelo terebinto. Ao perder sua casca ele libera uma seiva que também é medicinal. Serve como anticéptico anti inflamatório e ajuda em doenças como ascite que é uma acumulação de fluidos na cavidade do peritônio. É comum devido à cirrose e doenças graves do fígado. É interessante que quanto mais o terebinto é ferido, mais ele exala perfume e ajuda a curar.
E Nós?
Muitos dos cristãos das Igrejas hoje deveriam aprender com o carvalho e o terebinto. Porém, o que mais se encontra são pessoas com raízes superficiais, sem resistência às situações da vida em que quanto mais Deus os prova, mais causam mal aos outros. Alguns podem dizer que os problemas da vida ou as provações são como castigos de Deus. Claro que essas coisas nos aproximam dEle e deve ser assim mesmo. Mas eu prefiro entender as coisas ruins que nos acontecem servem para nos moldar, ajustar e nos incentivar a sermos diferentes, com atitudes que seguem na contra mão da sociedade. Claro que não é simples! Algumas tempestades duram anos… Porém, o desejo de Deus é sermos assim, como o carvalho, com raízes profundas e resistência. E como o terebinto, que quanto mais sofre, mais perfuma e cura…
Fonte: Botânica do Reino

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Botânica de Deus: Botânica, jardins, um agricultor e a teologia bíblica.

Botânica, jardins, um agricultor e a Teologia Bíblica
Estava em minha casa lendo a Bíblia e disse: Eureka! A Bíblia é um livro sobre botânica! Mas vou tentar explicar logo, porque você pode me achar uma pessoa estranha só pelo título. No início, Deus plantou um jardim e um jardim é um lugar com árvores! Claro que sim! A história diz que, neste jardim, havia duas árvores importantes: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. O casal que o Senhor criara e pusera no jardim, comeu do fruto que Deus havia ordenado que não comessem. A consequência foi devastadora. Essa parte da história ficou conhecida, pelos teólogos, como Queda. Por causa da desobediência os seres humanos morreram espiritualmente, foram afastados de Deus. Eles também se afastaram um do outro, ou seja, seu relacionamento já não era mais o mesmo. Também romperam relacionamento com o restante da natureza; por fim, os seres humanos romperam relações dentro de si mesmos. Não conseguimos nos controlar, pensamos uma coisa e fazemos outra, tentamos melhorar e pioramos cada dia mais. Fomos separados de nós mesmos. Expulsos do jardim, o primeiro casal não podia mais se aproximar da árvore da vida. Essa árvore foi reservada para milênios depois. Tempos depois, Noé, já após o diluvio, plantou várias árvores que foram mal usadas por ele. Plantou uma vinha e do seu fruto se embriagou (Gn 9.20, 21), por conta desse incidente, um dos filhos de Noé chamado Cam, viu a nudez de seu pai. Cam foi amaldiçoado junto com toda sua descendência (Gn 9.24-27). Quando continuei lendo percebi que Deus constituiu um povo para si a partir de um homem chamado Abraão. Ele funcionou como uma espécie de semente para uma árvore enorme. A árvore apareceu em forma de um povo, os hebreus, mais tarde israelitas. E como “a Bíblia é um livro de botânica e sobre árvores”, ela mesma dá essas características a Israel. Um salmista escreveu que Deus trouxe “uma vinha do Egito; lançaste fora os gentios, e a plantaste” (Sl 80.8). Este povo que saiu da semente chamada Abraão é retratado como uma árvore, como uma vinha plantada pelo próprio Deus. Deus a retirou de um lugar e replantou noutro lugar melhor. Esta árvore deu muito trabalho ao bom dono da vinha. Ele pensou várias vezes em desistir de cuidar dela, de protege-la e de adubá-la. Por meio de um de seus ajudantes ele disse, de modo poeticamente frustrado: O meu amado tem uma vinha num outeiro fértil. E cercou-a, e limpando-a das pedras, plantou-a de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, porém deu uvas bravas. Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? (Is 5:1,2,4). Depois de muitas tentavas de se lidar amorosamente com a árvore e tudo que ela significava, o dono da vinha cumpriu o que vinha prometendo. Quando o castigo estava no seu auge, o dono da vinha falou mais uma vez com um dos servos. “E agora está plantada no deserto, numa terra seca e sedenta” (Ez 19:13). A vinha estava num lugar desolado. Ela para nada mais prestava. Não deu os frutos esperados. Seu fim estava próximo.
Se o dono da vinha não tivesse um plano desde sempre para esta árvore que ele tanto amava, a Bíblia toda não faria nenhum sentido. Não haveria esperança nem para mim nem para você que está lendo. Junto das palavras de castigo, o dono dessa planta brava sempre dava sinais de esperança. Realmente havia esperança para mim e para você. A planta foi cortada, parecia morta, mas sobrou um toco. Ele poderia ser invisível a todos os empregados da vinha, mas ele estava lá e o dono da vinha sabia. Ele havia preparado tudo. Em sua ira, ele cortou a planta, mas deixou algo que só ele podia ver. Desconfiado, achei que se tratava de uma nova planta que brotou da anterior. Alguma parte da vinha brava estava se desenvolvendo. A despeito de ser uma fagulha de esperança, não era bela nem formosa; não chamava atenção, mas dessa vez vingaria. Desde o início eu sabia que a planta era Israel, cuja semente havia sido Abraão. Mas e agora, quem era esta planta que estava subindo? Seria a mesma? Não faria sentido já que ela nunca rendeu nada de bom! Mas a semente, seria a mesma? Aí tive de concluir que, nesse caso, sim, afinal de contas, a raiz não fora arrancada, só a árvore havia sido cortada. Meu curto raciocínio pensou noutro povo que iria surgir, mas não aconteceu isso. Quanto mais lia a Bíblia, mais via o mesmo povo, a mesma árvore, os mesmos pecados, o mesmo “tudo”. Aí fui sendo conduzido pelos servos do dono da vinha a uma nova realidade. E se apenas um galho da árvore fosse perfeito e rendesse o fruto esperado pelo dono da vinha? Para o meu espanto, a resposta foi positiva. Essa plantinha que subiu de uma terra seca era aquele que representava toda a planta. Era bem menor. Tão simples que, qualquer um que o visse, não ligaria, na verdade, o desprezaria. Ela poderia ser desprezada, mas seria abençoada mais que todas as outras plantas. Essa planta, verdadeira representante de todo o povo, nasceu e também começou a falar de plantas. Ele falou de grãos de mostarda que viram grandes árvores (Mt 13.31); discorreu sobre figueiras cujo dono se frustrou quando foi ver se havia fruto nela (Lc 13.6). Dessa planta verdadeira nasceu uma nova planta, dessa vez mais forte. Ela ainda tem fraquezas, mas tem a promessa que não será destruída. O Novo Testamento a chama de Igreja de Jesus. E o próprio Jesus disse que ele é a videira verdadeira, o Pai dele – de quem falamos tanto –, continua sendo o agricultor.
Bem, eu e minha Bíblia continuamos juntos e, no final dela, descobri que a nova e perfeita planta, Jesus, tem muitos galhos que permanecerão nela para sempre: sua igreja. Quando estivermos para sempre com ele, lá estarão outras plantas, outras árvores. E a árvore do início da história também estará lá! Aquela árvore cujo fruto foi deixado de lado pelos nossos primeiros pais. A árvore da vida estará lá, no paraíso, no meio do jardim de Deus, como sempre esteve (Ap 2.7).
Por: Murilo Morais

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Botânica de Deus: Sarça Ardente.

A sarça ardente era um arbusto que queimava mas não se consumia pelo fogo, o qual Moisés contemplou na ocasião de sua chamada por Deus para que ele liderasse o povo de Israel em sua libertação da escravidão no Egito. A palavra “sarça” traduz o termo hebraico seneh, uma palavra que aparece apenas duas vezes na Bíblia, ambas referindo-se ao episódio da convocação de Moisés (Êxodo 3:2-4; Deuteronômio 33:16). Não é possível saber exatamente que tipo de arbusto a sarça ardente era. Considerando a região em que ocorreu esse evento, e o significado da raiz a qual a palavra hebraica deriva, “espetar”, acredita-se que provavelmente a sarça era um arbusto espinhoso, talvez da família das acácias.
Moisés e a sarça ardente: A história de Moisés diante da sarça ardente está registrada no capítulo 3 do livro de Êxodo. Segundo a narrativa bíblica, Moisés estava apascentando o rebanho de seu sogro, quando o levou para o lado ocidental do deserto, chegando ao Monte Horebe. O Monte Horebe é identificado na Bíblia como “o monte de Deus”, o mesmo que também aparece em outros textos como Sinai. Alguns estudiosos defendem que Horebe era o nome que também designava toda a cadeia de montanhas, enquanto que Sinai identificava uma montanha específica. A Bíblia diz que em dado momento o Anjo do Senhor apareceu a Moisés numa chama de fogo no meio de uma sarça. Quando Moisés olhou para sarça, ele percebeu que ela ardia, mas não se consumia. Aquele fato curioso chamou a sua atenção, e ele foi em direção à sarça para averiguar por que ela não se queimava.
Deus se revela a Moisés na sarça ardente: Quando Moisés se aproximou para poder contemplar mais de perto a sarça ardente, Deus, do meio da sarça, o chamou pelo nome e lhe ordenou que tirasse as sandálias dos pés porque o lugar em que ele estava era santo (Êxodo 3:5). Então Ele se revelou a Moisés como sendo o Deus de seus antepassados, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Ao ouvir tais palavras, Moisés compreendeu que se tratava de uma auto-revelação do próprio Deus, e escondeu o rosto, pois temeu olhar para Deus. Algumas pessoas ficam em dúvida sobre a expressão utilizada em Êxodo 3:2 que indica que “o Anjo do Senhor” foi quem apareceu no meio da sarça ardente. A questão é que essa expressão no Antigo Testamento muitas vezes significa uma manifestação especial do próprio Deus, ou seja, uma manifestação visível da Divindade chamada na teologia de Teofania. Assim, os estudiosos geralmente concordam que trata-se de uma aparição do Filho, a Segunda Pessoa da Trindade, que revela o Deus invisível (João 1:18). Na sequência, Deus falou com Moisés dizendo que estava atento a aflição do povo de Israel sob a opressão dos egípcios, e lhe anunciou que iria libertá-lo e conduzi-lo à Terra Prometida, e que Moisés havia sido escolhido para liderar aquele povo (Êxodo 3:5-10).
O significado da sarça ardente: Muitos significados são dados para a sarça ardente por diferentes intérpretes. Alguns entendem que a sarça ardente seja uma referência ao povo de Israel, um povo perseguido, mas não consumido. Sobre isto, D. L. Moody escreve que “assim como a nação de Israel não foi consumida na fornalha da aflição, assim a sarça ardia e não se consumia, pois Deus estava lá”. Outros entendem que a sarça ardente era uma figura do que Deus havia planejado para o próprio Moisés. W. W. Wiersbe diz que “Deus pode tomar um arbusto insignificante, fazê-lo arder e transformá-lo num milagre; e era exatamente isso o que desejava fazer com Moisés”, ou seja, Moisés era um frágil arbusto, mas Deus era o fogo que lhe daria poder. M. Henry também observa que “o fogo não estava em um cedro alto e majestoso, mas em um arbusto com espinhos”, no sentido de mostrar que Deus escolhe os fracos e despreza as coisas altivas do mundo, assim como Moisés, que naquele momento era apenas um simples idoso fracassado, um pastor de ovelhas no deserto. No entanto, quando falamos sobre o significado da sarça ardente, devemos destacar algumas verdades fundamentais: O fogo é frequentemente utilizado nas Escrituras como símbolo para a presença de Deus, especialmente com relação a sua santidade consumidora, isto é, a pureza de sua santidade e sua ira em relação ao pecado como escreveu o autor de Hebreus (Hebreus 12:29; cf. Gênesis 3:24; Êxodo 13:21; 19:18; 1 Reis 18:24,38). Mais tarde, no próprio livro de Êxodo lemos que o Senhor desceu sobre o Sinai em fogo, de modo que todo o monte fumegava (Êxodo 19:18). Entenda melhor os atributos Divinos. A sarça era um simples arbusto natural e espinhoso, mas que foi iluminado com uma chama sobrenatural. Alguns intérpretes sugerem que Moisés teve uma visão, enquanto outros defendem que a luz do sol poente sobre a sarça produziu o efeito semelhante ao fogo. Todavia, tudo no texto indica um arbusto físico queimando de forma miraculosa. A sarça ardente foi acesa sem nenhuma ação humana, e permanecia acesa sem que fosse consumida, ou seja, algo cientificamente impossível, um verdadeiro milagre. A revelação de Deus ali não estava limitada apenas a sarça que queimava sem ser consumida, mas especialmente em sua Palavra declarando a Moisés que Ele é o Deus santo e vivo, o Todo-Poderoso que tudo vê, cujo nome é: “Eu Sou o que Sou” (Êxodo 3:14). Saiba mais sobre qual é o nome de Deus. Portanto, o significado da sarça ardente aponta diretamente para a autossuficiência de Deus, ou seja, o arbusto não era consumido porque o fogo que estava ali não necessitava de combustível para queimar, isto é, a chama que estava sobre a sarça é viva por si mesma, um símbolo da santidade inacessível de Deus. Alguns estudiosos também enfatizam o fato de que ao mesmo tempo em que a sarça ardente aponta para a autossuficiência de Deus, ela também revela a sua graça soberana, que mesmo sendo onipotente, perfeito e pleno em Si mesmo, Ele voluntariamente escolhe utilizar instrumentos na execução de seus propósitos eternos. Assim, na simples sarça que foi alvo da ação Divina é possível entender que Deus é Aquele que garante sua presença habitando em seu povo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Botânica de Deus: O grande Agricultor.

No início, Deus plantou um jardim e um jardim é um lugar com árvores! Claro que sim! A história diz que, neste jardim, havia duas árvores importantes: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. O casal que o Senhor criara e pusera no jardim do Éden, comeu do fruto da árvore que Deus havia ordenado não comessem. A consequência foi devastadora. Essa parte da história ficou conhecida, pelos teólogos, como Queda. Por causa da desobediência – de comer do fruto daquela árvore – os seres humanos morreram espiritualmente, foram afastados de Deus. Eles também se afastaram um do outro, ou seja, seu relacionamento já não era mais o mesmo. Também romperam relacionamento com o restante da natureza (isso fica claro quando vemos o que somos capazes de fazer com as florestas e os animais); por fim, os seres humanos romperam relações dentro de si mesmos. Não conseguimos nos controlar, pensamos uma coisa e fazemos outra, tentamos melhorar e pioramos cada dia mais. Fomos separados de nós mesmos. Vou dar os méritos deste meu raciocínio a Francis Schaeffer. Expulsos do jardim, o primeiro casal não podia mais se aproximar da árvore da vida. Essa árvore foi reservada para milênios depois. Tempos depois, Noé, já após o diluvio, plantou várias árvores que foram mal usadas por ele. Plantou uma vinha e do seu fruto se embriagou (Gn 9.20, 21), por conta desse incidente, um dos filhos de Noé chamado Cam, viu a nudez de seu pai – um grande pecado naqueles tempos. Cam foi amaldiçoado junto com toda sua descendência (Gn 9.24-27). Quando continuei lendo percebi que Deus constituiu um povo para si a partir de um homem chamado Abraão. Ele funcionou como uma espécie de semente para uma árvore enorme. A árvore começou apareceu em forma de um povo, os hebreus, mais tarde israelitas. E como “a Bíblia é um livro de botânica e sobre árvores”, ela mesma dá essas características a Israel. Um salmista escreveu que Deus trouxe “uma vinha do Egito; lançaste fora os gentios, e a plantaste” (Sl 80.8). Este povo que saiu da semente chamada Abraão é retratado como uma árvore, como uma vinha plantada pelo próprio Deus. Deus a retirou de um lugar e replantou noutro lugar melhor. Esta árvore deu muito trabalho ao bom dono da vinha. Ele pensou várias vezes em desistir de cuidar dela, de protege-la e de adubá-la. Por meio de um de seus ajudantes ele disse, de modo poeticamente frustrado: O meu amado tem uma vinha num outeiro fértil. E cercou-a, e limpando-a das pedras, plantou-a de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, porém deu uvas bravas. Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? Por que, esperando eu que desse uvas boas, veio a dar uvas bravas? Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto; derrubarei a sua parede, para que seja pisada; e a tornarei em deserto; não será podada nem cavada; porém crescerão nela sarças e espinheiros; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela. Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercesse juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor (Is 5:1,2, 4-7). Por meio de outro trabalhador, o dono da plantação disse a mesma coisa: Eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada como vide estranha? (Jr 2:21). A planta estava se tornando difícil de se lidar e as ameaças que vinham sobre essa árvore não pararam. Depois de muitas tentavas de se lidar amorosamente com a árvore e tudo que ela significava, o dono da vinha cumpriu o que vinha prometendo. Quando o castigo estava no seu auge, o dono da vinha falou mais uma vez com um dos servos, assim como fizera anteriormente. A esse servo, o dono da vinha disse: “E agora está plantada no deserto, numa terra seca e sedenta” (Ez 19:13). A vinha estava num lugar desolado. Ela para nada mais prestava. Não deu os frutos esperados. Seu fim estava próximo. Se o dono da vinha não tivesse um plano desde sempre para esta árvore que ele tanto amava, a Bíblia toda não faria nenhum sentido. Não haveria esperança nem para mim nem para você que está lendo. Junto das palavras de castigo e denúncia, o dono dessa planta brava sempre dava sinais de esperança. Havia uma certa expectativa de que tudo daria certo a essa planta ainda que ela fosse cortada até ao chão. Algo foi escrito a esse respeito: “Mas, assim como o terebinto e o carvalho deixam o tronco quando são derrubados, assim a santa semente será o seu tronco” (Isaías 6:13). Há uma nota de esperança, mesmo em meio a aparente destruição. Realmente havia esperança para mim e para você. A planta foi cortada, parecia morta, mas sobrou um toco. Ele poderia ser invisível a todos os empregados da vinha, mas ele estava lá e o dono da vinha sabia. Ele havia preparado tudo. Em sua ira, ele cortou a planta, mas deixou algo que só ele podia ver. Grande era a sabedoria do dono da vinha, desde o início! Eu continuei lendo minha Bíblia de novo e de novo. Os mesmos textos sobre esta planta iam e vinham na minha cabeça. Aí eu entendi que, além de preservar parte da planta, o dono da vinha esteve descortinado seu plano desde muito cedo. Isso não significa que tudo aconteceria do dia para a noite. Veja mais uma vez o que o dono da planta teimosa mandou seu servo dizer sobre ela: “… foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos” (Is 53.2). Desconfiado, achei que se tratava de uma nova planta que brotou da anterior. Alguma parte da vinha brava e azeda estava se desenvolvendo. A despeito de ser uma fagulha de esperança, não era bela nem formosa; não chamava atenção, mas dessa vez vingaria. Desde o início eu sabia que a planta era Israel, cuja semente havia sido Abraão. Mas e agora, quem era esta planta que estava subindo? Seria a mesma? Não faria sentido já que ela nunca rendeu nada de bom! Mas a semente, seria a mesma? Aí tive de concluir que, nesse caso, sim, afinal de contas, a raiz não fora arrancada, só a árvore havia sido cortada. Meu curto raciocínio pensou noutro povo que iria surgir, mas não aconteceu isso. Quanto mais lia minha Bíblia, mais via o mesmo povo, a mesma árvore, os mesmos pecados, o mesmo “tudo”. Aí fui sendo conduzido pelos servos do dono da vinha a uma nova realidade. E se alguém, só um galho da árvore fosse perfeito e rendesse o fruto esperado pelo dono da vinha? Deixe eu “humanizar” o raciocínio… e se uma pessoa, um representante pudesse tomar o lugar de todo o povo! Seria possível isso? Para o meu espanto, a resposta foi positiva. Essa plantinha que subiu de uma terra seca era aquele que representava toda a planta. Era bem menor. Tão simples que, qualquer um que o visse, não ligaria, na verdade, o desprezaria. Ela poderia ser desprezada, mas seria abençoada mais que todas as outras plantas. Ela estaria plantada junto a correte de águas que, no devido tempo dá seu fruto e sua folhagem nunca seca, mesmo em tempos de escassez. Ela daria frutos em todo tempo porque seu prazer era meditar e obedecer ao seu Senhor (Sl 1). O contrário do que fizera a planta anterior. Essa planta verdadeira, representante de todo o povo, nasceu e também começou a falar de plantas. Ele falou de grãos de mostarda que viram grandes árvores (Mt 13.31); discorreu sobre figueiras cujo dono se frustrou quando foi ver se havia fruto nela (Lc 13.6); falou sobre sementes jogadas em vários solos diferentes, mas que só vingaram num tipo de solo (Mt 13.3-9); ainda disse que as pessoas eram como plantas, algumas plantadas por seu Pai (o dono daquela antiga vinha) e outras não haviam sido plantadas por ele (Mt 15.13). Dessa planta verdadeira nasceu uma nova planta, dessa vez mais forte. Ela ainda tem fraquezas, mas tem a promessa que não será destruída. O Novo Testamento a chama de Igreja de Jesus. E o próprio Jesus disse que ele é a videira verdadeira, o Pai dele – de quem falamos tanto –, continua sendo o agricultor. Assim como foi para a planta antiga, que não vingou, também há ameaças a nova planta. Diz-se que tenhamos cuidado para não sermos achados em falta, ou o agricultor nos quebraria, nos retiraria da videira, e nós secaríamos até a morte (Jo 15.1-6). Também há advertência sobre plantas parasitas, ou raízes de plantas ruins que podem grudar em nós, como fungos e cogumelos venenosos (Hb 12.15). Na verdade, nós, que somos parte desta planta verdadeira, já fomos plantados com ele na semelhança de sua morte, seremos também achados com ele na semelhança de sua ressurreição (Rm 6.5). E somos consolados com as palavras dos novos servos agricultores que nos dizem que o nosso crescimento vem de Deus (1 Co 3.7). Bem, eu e minha Bíblia continuamos juntos e, no final dela, descobri que a nova e perfeita planta, Jesus, tem muitos galhos que permanecerão nele para sempre: sua igreja. Quando estivermos para sempre com ele, lá estarão outras plantas, outras árvores. E a árvore do início da história também estará lá! Aquela árvore cujo fruto foi deixado de lado pelos nossos primeiros pais. A árvore da vida estará lá, no paraíso, no meio do jardim de Deus, como sempre esteve (Ap 2.7). Estou feliz com minha Bíblia e, por ter descoberto que ela trata de um assunto bem simples: árvores, agricultura, jardins, do Grande Agricultor e de quão seguros podemos estar nele.
Fonte: Murilo Morais

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Botânica de Deus: Reflexão - O Justo como Palmeira.

Reflexão O Justo Como Palmeira
" O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano" Sl 92:18
O versículo fala da Palmeira e do Líbano, que lições poderíamos aprender com essas duas plantas?
A Palmeira: Se adapta bem em qualquer ambiente: zonas rurais, urbanas e interiores. Seu tamanho varia de acordo com seu aproveitamento e condições ambientais. Podem crescer até 10 metros ou mais. Da planta, aproveita-se tudo produzindo: fibras, oléos, ceras, etc. Crescimento, adaptação e estabilidade são características marcantes da palmeira.
Sendo palmeira: A Bíblia, no mesmo Salmo, indica o melhor lugar onde o "cristão palmeira" deve ser plantado:"Os que estão plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus". Adubada pela Palavra de Deus, a planta cria raízes firmes e profundas. Palmeiras se destacam, são visíveis a longas distâncias. Assim é o servo de Deus, é notado pela sua maneira especial de ser, seu amor e testemunho alcançam vidas mesmo que estas estejam em lugares longíguos.
A resistência a ventos e tempestades é uma outra característica da planta. Elas balançam, perdem folhas...mas não caem facilmente. É muito trabalhoso arrancar uma palmeira adulta do solo.
Em Janeiro de 2005, um tsunami devastou a Indonésia.As imagens que percorreram o mundo mostraram casas sendo destruídas, prédios sucumbindo a força da água, muitos destroços e pessoas sendo arrastadas. Em meio ao terrível cenário, víamos palmeiras intactas e pessoas agarrando-se a elas para sobreviverem.Uma mulher de 23 anos(Melawati ), da província de Aceh, sobreviveu cinco dias agarrada ao tronco de uma palmeira, em alto-mar. Foi resgatada por um barco pesqueiro.
Assim é com o justo; sujeito a "ventos fortes e tempestades". Por vezes, saímos tão machucados, mas, a graça de Deus nos sustenta nos dando vida e vigor para amparar os mais fracos. "Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, O Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação; que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus" I Cor 1:4.
Da palmeira tudo se aproveita: Gosto de recitar Romanos 8:28 "Todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus". Deus, transforma situações de derrota em vitória. Nada é em vão para o cristão, obediente a Palavra. Não foi assim com Jesus? Satanás achou que o tinha derrotado com a crucificação. Mas, foi justamente ali que consistiu a maior de todas as vitórias.Foi quando o apóstolo Paulo se sentiu fraco que Deus lhe falou: " Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" II Cor 12:
A "ventania" sopra, arranca folhas, espalha as flores e quando cessa tudo, lá está o servo obediente, tal qual a palmeira: Ilustre vencedor, mais forte, pronto para florescer e renovar as forças.
Flores de Palmeira: florescem numerosas vezes, em abundância, o ano inteiro, em todas as estações. Os insetos especialmente as abelhas, encontram ali alimento e contribuem com a polinização.
Depois das flores;os frutos. Sendo "Cristão palmeira" os frutos são abundantes, o ano inteiro, independente da estação. As abelhas representam os sedentos, ávidos por alimento para a alma saciando-se do néctar do cristão. Comparo o néctar ao Espírito Santo que tem poder para convencer o homem "do pecado, da justiça e do juízo" Jo 16:18.
As abelhas são como a mulher samaritana: levam as boas novas a outras que passam a "beber da mesma fonte". Que essa comparação Bíblica esteja sempre escrita em nossos corações. Que Deus nos abençoe.
Fonte:  Wilma Rejane  

sábado, 27 de outubro de 2018

Botânica de Deus: Livro - Botânica Bíblica

SINOPSE:
O aprofundamento no conhecimento da palavra de Deus nos leva a olhar atentamente para as plantas citadas nas Escrituras, inclusive uma análise profunda demonstra que a botânica bíblica nos dá razões para acreditar ainda mais na Bíblia como um livro, no mínimo historicamente correto.
Se a Bíblia fosse uma fábula inventada por religiosos para dominar o povo, certamente haveriam erros botânicos irreparáveis e que os estudiosos perceberiam a farsa histórica que é a Bíblia. Mas não é assim...
Através das plantas citadas na Bíblia, percebemos que o tipo de vegetação citada na Bíblia corresponde com o material orgânico que encontramos na região de Israel, portanto para aqueles que gostam de entender além de crer, este livro será um instrumento para alicerçar sua fé em Deus e na Bíblia.
Mais Informações:
https://clubedeautores.com.br/book/210102--Botanica_Biblica#.W9RJ53tKjIV

sábado, 15 de setembro de 2018

Botânica de Deus: Nardo e Alabastro.

Hoje iremos aprender um pouco sobre o Nardo e sobre o Alabastro.
Nardo: é uma planta aromática que pode ser cultivada e dela se retira o óleo essencial de nardo empregados na indústria de perfumaria, cosméticos, também usado para unção em várias religiões pelo fato de que o seu nome está na Bíblia que a essência de nardo foi usado por Jesus.

Vaso de Alabastro: Originalmente a forma neutra do grego alabastros, era usada para designar um frasco de alabastro que possuía um gargalo comprido que, quando o conteúdo era utilizado, tal gargalo era rompido. Geralmente o conteúdo armazenado nesses frascos eram óleos e essências. O mesmo termo também era utilizado para se referir a qualquer frasco que possuía o formado indicado acima, não importando o material de que tivesse sido fabricado. Tratando-se do próprio alabastro, este era uma variedade de carbono de cálcio produzido por depósito natural e hidratado. Existe uma diferença entre os alabastros da antiguidade e os mais modernos. O alabastro moderno é um tipo de gesso, sendo uma pedra mais mole. Já os alabastros da antiguidade (heb. shayish ou shesh) geralmente eram de mármore, compostos de calcita (1 Cr 29:2; Et 1:6). Esse material em sua forma pura tem uma cor branca e translúcida. Geralmente o alabastro era encontrado em regiões calcárias, em cavernas e locais próximos de nascentes. Estes materiais eram muito utilizados na escultura de estátuas e na fabricação de vasos, frascos, caixas, garrafas e recipientes em geral.

“Seis dias antes da páscoa, Jesus chegou a Betânia, onde vivia Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Ofereceram-lhe ali um jantar. Marta servia, e Lázaro estava entre os que se reclinavam à mesa com ele. Então Maria tomou uma libra de um nardo puro, um perfume muito caro, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com seus cabelos. E toda a casa se encheu com a fragrância do perfume”. (João 12.1-3). 
Faltavam poucos dias para a páscoa e Jerusalém fervilhava. O povo chegava de toda a parte para celebrar a grande festa. Na época de Jesus havia cerca de 50 mil habitantes em Jerusalém. Este número aumentava para cerca de 200 mil na época da páscoa. Jesus decidiu se afastar daquela confusão, e foi passar a noite em Betânia, cidade situada cerca de 3 km a leste de Jerusalém. Lá, Jesus visitou Simão, antes conhecido como “o leproso”, que o recebeu com prazer e lhe serviu uma boa refeição. Nesta época era comum as mesas serem baixas, pouco acima do chão. Por isso, as pessoas se sentavam no chão, e reclinavam-se à mesa. E lá estava Jesus, reclinado à mesa e cercado de amigos. Marta servia a todos, enquanto seu irmão Lázaro estava sentado junto com seu amigo Jesus. De repente, Maria, irmã de Marta e de Lázaro, entrou no lugar onde Jesus estava. Ela se aproximou de Jesus carregando um vaso de alabastro contendo uma libra de nardo puro (Jo. 12:3) e quebrou o vaso, derramando o bálsamo sobre a cabeça Dele (Mc. 14:3). O perfume era tão intenso que encheu toda a casa (Jo. 12:3). O nardo era um bálsamo raro extraído de uma planta nas regiões do Himalaia (Índia), e sendo um produto importado de longa distância era um artigo caro e raro. A quantidade citada na Bíblia (“uma libra”) equivale a cerca de 326 gramas. Este bálsamo poderia ter sido vendido por 300 denários (Mc. 14:5). Naquela época, um trabalhador recebia um denário por um dia de trabalho. Assim, o nardo derramado por Maria valia praticamente o salário de um ano de trabalho. Com este ato, Maria estava declarando que Jesus é mais precioso do que o mais puro nardo. Nesta história, uma das muitas lições que podemos aprender é a importância de quebrar o vaso. Em Mc. 14:3 diz: “... e, quebrando o alabastro...”. Por que Maria quebrou o vaso? Era mesmo necessário quebrá-lo? Ele não poderia ter sido poupado? Não seria possível derramar o bálsamo sem quebrar o vaso? Na verdade, não! Observe a foto inserida no início deste texto. Esta é uma imagem de um vaso de alabastro encontrado em Canaã (Israel) datado de aproximadamente 1400 – 1200 a.C.
O alabastro é uma variedade do gesso, e era muito usado para fazer pequenos vasos. O vaso de alabastro era pequeno, com cerca de 14 cm de altura. Seu corpo era redondo, e ia afinando até o gargalo. Possuía uma pequena alça para que pudesse ser carregado preso ao cinto. Ele era selado (ou tampado) no gargalo para que o bálsamo não se perdesse e também para que o perfume fosse preservado. Desta forma, para usar o bálsamo, a pessoa tinha que quebrar o vaso. Para facilitar a quebra e para não correr o risco de quebrar demais o vaso e perder todo o bálsamo, o vaso possuía umas ranhuras em forma de espiral na altura do pescoço. Estas indicavam o local onde o vaso deveria ser quebrado e serviam também para facilitar a quebra. Como o vaso tinha que ser quebrado, não poderia utilizar apenas metade do bálsamo e guardar a outra metade. Era necessário usar todo o bálsamo de uma vez só. Por este motivo, o vaso de alabastro era pequeno, pois era a medida exata para caber uma quantidade suficiente para ser aplicada uma única vez. O vaso de alabastro é criado justamente para isso. Ele é formado para guardar um bálsamo precioso, e sabe que terá que compartilhá-lo com as pessoas. O vaso de alabastro sabe que quando chegar o momento do bálsamo ser derramado, ele será quebrado. Mas isso não lhe causa dor, pelo contrário, ele sente prazer porque ao ser quebrado o perfume do bálsamo se espalhará pela casa toda, e todos sentirão o suave odor daquela fragrância. Ser quebrado não é o ponto mais baixo da história do vaso de alabastro. Pelo contrário. É o ponto mais alto. É para isso que ele foi criado. Sabe, nós somos como o vaso de alabastro. Todos nós temos esse bálsamo dentro de nós. Segundo a Bíblia, nós somos o suave perfume de Cristo. Não podemos trancá-lo ou escondê-lo. Ele precisa ser compartilhado. Precisamos deixar que o vaso seja quebrado, para que o bálsamo seja derramado. Só assim, todos sentirão o seu suave perfume. Não lamente quando você for quebrado. Não lamente pela quebra do velho vaso. Preste atenção ao perfume que o Senhor está derramando em sua vida e através dela.
“Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem.”

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Botânica de Deus: Vegetais na Bíblia.

Vegetais na Bíblia
 Deus criou as plantas no terceiro dia (Gn 1:11-13) e, ao criar o homem, ele o colocou num jardim para cuidar e conservá-lo (Gn 2:15).   Embora possa ocorrer algumas divergências entre os eruditos da Bíblia à respeito da flora e das espécies, serão mencionados abaixo diversos tipos de vegetais citados na Bíblia, a nível de pesquisa e curiosidades.
Alho: (Nm 11:5) Esse vegetal de cheiro forte, juntamente com o alho-poró e a cebola, fazia parte da dieta dos escravos que construíram as pirâmides. Seu suco era usado para curar muitas doenças.
Alho-poró: (Nm 11:5) O sabor delicado do alho-poró substituía o gosto mais forte da cebola na cozinha. Era considerada uma "planta sagrada" por seu valor medicinal diversificado.
Cebola: (Nm 11:5) A "cebola egípcia" era doce e suave. Muito apreciada e prezada pelos egípcios, era mais usada do que qualquer outra planta nas pinturas das sepulturas.
Melão / Melancia: (Nm 11:5) Os comentaristas acreditam que a palavra melões se refere tanto ao melão quanto à melancia, visto que ambos cresciam no Egito antes da libertação de Israel. Serviam como alternativa à água e, em grande parte, eram consumidos pelos pobres.
Pepino: (Nm 11:5; Is 1:8) Crescem ao longo do Nilo, constituindo alimento principal dos pobres, séculos antes de Cristo. Um "fruto fresco" apreciado no Egito durante o verão.
Espero ter contribuído para aguçar em nossos leitores o desejo por conhecer as curiosidades da Bíblia e o fundamento de onde vêm os alimentos que hoje se encontram em nossas mesas diariamente.
"E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom".
(Gênesis 1:12)
"Fazeis brotar a relva para o gado, e plantas úteis ao homem, para que da terra possa extrair o pão".
(Salmos 103,14)
Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil - A Bíblia da Mulher.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Botânica de Deus: O que tem a ver teologia bíblica e botânica?

Teologia Bíblica e Botânica. Que tem a ver?
Estava em minha casa lendo a Bíblia e disse: Eureca! A Bíblia é um livro sobre botânica! Mas vou tentar explicar logo, porque você pode me achar uma pessoa estranha só pelo título. No início, Deus plantou um jardim e um jardim é um lugar com árvores! Claro que sim! A história diz que, neste jardim, havia duas árvores importantes: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. O casal que o Senhor criara e pusera no jardim do Éden, comeu do fruto da árvore que Deus havia ordenado não comessem. A consequência foi devastadora. Essa parte da história ficou conhecida, pelos teólogos, como Queda. Por causa da desobediência – de comer do fruto daquela árvore – os seres humanos morreram espiritualmente, foram afastados de Deus. Eles também se afastaram um do outro, ou seja, seu relacionamento já não era mais o mesmo. Também romperam relacionamento com o restante da natureza (isso fica claro quando vemos o que somos capazes de fazer com as florestas e os animais); por fim, os seres humanos romperam relações dentro de si mesmos. Não conseguimos nos controlar, pensamos uma coisa e fazemos outra, tentamos melhorar e pioramos cada dia mais. Fomos separados de nós mesmos. Vou dar os méritos deste meu raciocínio a Francis Schaeffer. Expulsos do jardim, o primeiro casal não podia mais se aproximar da árvore da vida. Essa árvore foi reservada para milênios depois. Tempos depois, Noé, já após o diluvio, plantou várias árvores que foram mal usadas por ele. Plantou uma vinha e do seu fruto se embriagou (Gn 9.20, 21), por conta desse incidente, um dos filhos de Noé chamado Cam, viu a nudez de seu pai – um grande pecado naqueles tempos. Cam foi amaldiçoado junto com toda sua descendência (Gn 9.24-27). Quando continuei lendo percebi que Deus constituiu um povo para si a partir de um homem chamado Abraão. Ele funcionou como uma espécie de semente para uma árvore enorme. A árvore começou apareceu em forma de um povo, os hebreus, mais tarde israelitas. E como “a Bíblia é um livro de botânica e sobre árvores”, ela mesma dá essas características a Israel. Um salmista escreveu que Deus trouxe “uma vinha do Egito; lançaste fora os gentios, e a plantaste” (Sl 80.8). Este povo que saiu da semente chamada Abraão é retratado como uma árvore, como uma vinha plantada pelo próprio Deus. Deus a retirou de um lugar e replantou noutro lugar melhor. Esta árvore deu muito trabalho ao bom dono da vinha. Ele pensou várias vezes em desistir de cuidar dela, de protege-la e de adubá-la. Por meio de um de seus ajudantes ele disse, de modo poeticamente frustrado: O meu amado tem uma vinha num outeiro fértil. E cercou-a, e limpando-a das pedras, plantou-a de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, porém deu uvas bravas. Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? Por que, esperando eu que desse uvas boas, veio a dar uvas bravas? Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto; derrubarei a sua parede, para que seja pisada; e a tornarei em deserto; não será podada nem cavada; porém crescerão nela sarças e espinheiros; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela. Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercesse juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor (Is 5:1,2, 4-7). Por meio de outro trabalhador, o dono da plantação disse a mesma coisa: Eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada como vide estranha? (Jr 2:21). A planta estava se tornando difícil de se lidar e as ameaças que vinham sobre essa árvore não pararam. Depois de muitas tentavas de se lidar amorosamente com a árvore e tudo que ela significava, o dono da vinha cumpriu o que vinha prometendo. Quando o castigo estava no seu auge, o dono da vinha falou mais uma vez com um dos servos, assim como fizera anteriormente. A esse servo, o dono da vinha disse: “E agora está plantada no deserto, numa terra seca e sedenta” (Ez 19:13). A vinha estava num lugar desolado. Ela para nada mais prestava. Não deu os frutos esperados. Seu fim estava próximo. Se o dono da vinha não tivesse um plano desde sempre para esta árvore que ele tanto amava, a Bíblia toda não faria nenhum sentido. Não haveria esperança nem para mim nem para você que está lendo. Junto das palavras de castigo e denúncia, o dono dessa planta brava sempre dava sinais de esperança. Havia uma certa expectativa de que tudo daria certo a essa planta ainda que ela fosse cortada até ao chão. Algo foi escrito a esse respeito: “Mas, assim como o terebinto e o carvalho deixam o tronco quando são derrubados, assim a santa semente será o seu tronco” (Isaías 6:13). Há uma nota de esperança, mesmo em meio a aparente destruição. Realmente havia esperança para mim e para você. A planta foi cortada, parecia morta, mas sobrou um toco. Ele poderia ser invisível a todos os empregados da vinha, mas ele estava lá e o dono da vinha sabia. Ele havia preparado tudo. Em sua ira, ele cortou a planta, mas deixou algo que só ele podia ver. Grande era a sabedoria do dono da vinha, desde o início! Eu continuei lendo minha Bíblia de novo e de novo. Os mesmos textos sobre esta planta iam e vinham na minha cabeça. Aí eu entendi que, além de preservar parte da planta, o dono da vinha esteve descortinado seu plano desde muito cedo. Isso não significa que tudo aconteceria do dia para a noite. Veja mais uma vez o que o dono da planta teimosa mandou seu servo dizer sobre ela: “… foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos” (Is 53.2). Desconfiado, achei que se tratava de uma nova planta que brotou da anterior. Alguma parte da vinha brava e azeda estava se desenvolvendo. A despeito de ser uma fagulha de esperança, não era bela nem formosa; não chamava atenção, mas dessa vez vingaria. Desde o início eu sabia que a planta era Israel, cuja semente havia sido Abraão. Mas e agora, quem era esta planta que estava subindo? Seria a mesma? Não faria sentido já que ela nunca rendeu nada de bom! Mas a semente, seria a mesma? Aí tive de concluir que, nesse caso, sim, afinal de contas, a raiz não fora arrancada, só a árvore havia sido cortada. Meu curto raciocínio pensou noutro povo que iria surgir, mas não aconteceu isso. Quanto mais lia minha Bíblia, mais via o mesmo povo, a mesma árvore, os mesmos pecados, o mesmo “tudo”. Aí fui sendo conduzido pelos servos do dono da vinha a uma nova realidade. E se alguém, só um galho da árvore fosse perfeito e rendesse o fruto esperado pelo dono da vinha? Deixe eu “humanizar” o raciocínio… e se uma pessoa, um representante pudesse tomar o lugar de todo o povo! Seria possível isso? Para o meu espanto, a resposta foi positiva. Essa plantinha que subiu de uma terra seca era aquele que representava toda a planta. Era bem menor. Tão simples que, qualquer um que o visse, não ligaria, na verdade, o desprezaria. Ela poderia ser desprezada, mas seria abençoada mais que todas as outras plantas. Ela estaria plantada junto a correte de águas que, no devido tempo dá seu fruto e sua folhagem nunca seca, mesmo em tempos de escassez. Ela daria frutos em todo tempo porque seu prazer era meditar e obedecer ao seu Senhor (Sl 1). O contrário do que fizera a planta anterior. Essa planta verdadeira, representante de todo o povo, nasceu e também começou a falar de plantas. Ele falou de grãos de mostarda que viram grandes árvores (Mt 13.31); discorreu sobre figueiras cujo dono se frustrou quando foi ver se havia fruto nela (Lc 13.6); falou sobre sementes jogadas em vários solos diferentes, mas que só vingaram num tipo de solo (Mt 13.3-9); ainda disse que as pessoas eram como plantas, algumas plantadas por seu Pai (o dono daquela antiga vinha) e outras não haviam sido plantadas por ele (Mt 15.13). Dessa planta verdadeira nasceu uma nova planta, dessa vez mais forte. Ela ainda tem fraquezas, mas tem a promessa que não será destruída. O Novo Testamento a chama de Igreja de Jesus. E o próprio Jesus disse que ele é a videira verdadeira, o Pai dele – de quem falamos tanto –, continua sendo o agricultor. Assim como foi para a planta antiga, que não vingou, também há ameaças a nova planta. Diz-se que tenhamos cuidado para não sermos achados em falta, ou o agricultor nos quebraria, nos retiraria da videira, e nós secaríamos até a morte (Jo 15.1-6). Também há advertência sobre plantas parasitas, ou raízes de plantas ruins que podem grudar em nós, como fungos e cogumelos venenosos (Hb 12.15). Na verdade, nós, que somos parte desta planta verdadeira, já fomos plantados com ele na semelhança de sua morte, seremos também achados com ele na semelhança de sua ressurreição (Rm 6.5). E somos consolados com as palavras dos novos servos agricultores que nos dizem que o nosso crescimento vem de Deus (1 Co 3.7). Bem, eu e minha Bíblia continuamos juntos e, no final dela, descobri que a nova e perfeita planta, Jesus, tem muitos galhos que permanecerão nele para sempre: sua igreja. Quando estivermos para sempre com ele, lá estarão outras plantas, outras árvores. E a árvore do início da história também estará lá! Aquela árvore cujo fruto foi deixado de lado pelos nossos primeiros pais. A árvore da vida estará lá, no paraíso, no meio do jardim de Deus, como sempre esteve (Ap 2.7). Estou feliz com minha Bíblia e, por ter descoberto que ela trata de um assunto bem simples: árvores, agricultura, jardins, do Grande Agricultor e de quão seguros podemos estar nele. Dedico esses pensamentos aos alunos de Teologia Bíblica que devem prestar atenção as categorias que se repetem em toda História da Redenção: analogias, tipos e antítipos, símbolos, etc. Aqueles que estão aprendendo a ver os símbolos se repetindo na tríade Criação-Queda-Redenção; aos que ainda devem ver na Escrituras, padrões que nos ajudam a entender a mente dos autores e a intenção do Espírito de Deus. Caveat lector!
Fonte: Murilo Morais

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Botânica de Deus: Figueira (Ficus carica)

A figueira do figo comestível (Ficus carica) é a primeira planta descrita na Bíblia, quando Adão se veste com suas folhas, ao notar que está nu.[4] A origem da espécie parece ser do Oriente Médio. O figo comestível era cultivado em todas as civilizações do Mediterrâneo na antigüidade, incluindo os povos egípcios, judeus, gregos e romanos. O figo comestível tinha a vantagem de poder ser secado e se manter adequado à alimentação durante meses. Para atravessar o deserto, os povos antigos do Oriente Médio e norte da África utilizavam frutas secas, entre elas o figo, ricas em nutrientes e fáceis de conservar. Como as espécies ocorrem nos continentes americano, africano, asiático, na Europa e na Oceania existem várias tradições culturais dos povos destes continentes, incluindo tradições religiosas, que tratam de figueiras. O figo é considerado um fruto sagrado para os judeus. Ele faz parte dos sete alimentos que crescem na Terra Prometida, segundo a Torá (Deut. 8), o Antigo Testamento dos cristãos. São eles: trigo, cevada, uva, figo, romã, oliva e tâmara (representando o mel).
Jesus contou duas parábolas sobre figueiras: uma sobre a importância de dar frutos e outra sobre reconhecer quando o fim dos tempos está próximo. A figueira era uma árvore muito comum em Israel e servia como um exemplo fácil de entender. Jesus usou a figueira para ensinar várias lições. Além de contar duas parábolas sobre figueiras, Jesus também usou uma figueira viva para ensinar seus discípulos.
A parábola da figueira que anuncia o verão: Em Mateus 24:32-33, Jesus explicou que a figueira se renovava, crescendo novas folhas, quando o verão estava próximo. Assim, quando as pessoas viam a figueira florescendo, sabiam que o verão estava chegando. Antes de contar essa parábola, Jesus tinha revelado alguns sinais que iriam acontecer antes do fim dos tempos. Ele usou essa parábola para explicar que esses sinais servem de aviso que o fim está próximo. Ninguém sabe quando Jesus voltará mas, assim como a figueira anuncia o verão, quando virmos esses sinais saberemos que sua vinda está próxima. Nessa parábola, a figueira não tem nenhum simbolismo especial. Lucas 21:29-31 conta a mesma parábola e acrescenta que todas as árvores fazem o mesmo. A parábola simplesmente significa que os sinais mostram quando fim está próximo.
A parábola da figueira que não dava fruto: A outra parábola com uma figueira que Jesus contou foi sobre um homem que foi inspecionar sua figueira. Ele procurou mas não achou fruto nenhum. Já era o terceiro ano que a figueira não produzia nada, por isso ele mandou seu jardineiro cortá-la. A figueira estava apenas sugando a vida do solo, sem produzir nada de bom (Lucas 13:6-7). O homem que cuidava das árvores pediu mais um ano ao dono da árvore. Ele iria adubar a figueira e cuidar bem dela, para que desse fruto. Se, mesmo assim, a figueira não produzisse nada dentro de um ano, seria cortada (Lucas 13:8-9). Jesus contou essa parábola para mostrar que vai chegar um dia em que Deus nos chamará para prestar contas. Antes de contar a parábola da figueira improdutiva, Jesus tinha avisado que todos que não se arrependem perecerão. Nosso tempo de vida é limitado, precisamos nos arrepender quanto antes (Lucas 13:4-5). Assim como o dono da figueira lhe deu três anos e depois ainda mais um para começar a produzir, Deus dá a cada pessoa uma certa quantidade de tempo para se arrepender e mudar de vida. Deus é muito paciente mas ele não vai esperar eternamente. Chegada a hora, quem não tiver produzido o “fruto do arrependimento” sofrerá a condenação de Deus (Mateus 3:7-8). Deus nos dá muitas oportunidades para nos arrependermos. Ele nos ama e não fica feliz em castigar ninguém. Deus quer nos perdoar e salvar, mas primeiro precisamos nos arrepender.

sábado, 17 de março de 2018

Botânica de Deus: Balsamo de Gileade

“Bálsamo de Gileade” volta a ser produzido em Israel
A Bíblia fala diversas vezes sobre um bálsamo vindo da cidade de Gileade, uma região montanhosa a leste do rio Jordão, em Israel. A planta de onde é extraída é real e o produto usado com fins medicinais, cosméticos e em rituais de adoração no Templo. O agricultor israelense Guy Erlich está revivendo esse produto da agricultura bíblica, juntamente com o incenso e a mirra. Contudo, está recebendo alguma resistência. Para alguns ele é um visionário, que possivelmente proverá as plantas necessárias para os incensos usado no Terceiro Templo, assim que ele for reconstruído. Em entrevista à CBN News, ele explicou: “Esta é a fazenda do bálsamo da Gileade”. Mostrando  sua plantação, conta que “a visão era produzir de novo o bálsamo de Gileade aos poucos e posteriormente fazer uma produção em escala industrial”. Tudo ainda está nos estágios iniciais, mas já está ajudando a transformar em área cultivável parte do deserto perto do Mar Morto e de Jericó. Erlich testemunha: “Ao longo dos anos, consegui reunir uma coleção de plantas bíblicas raras, usadas como cosméticos e também de uso medicinal. Entendi que existem plantas mais interessantes em minha coleção, com um potencial para beneficiar a humanidade”.
Produzindo incenso bíblico
Uma resposta curta seria: “da árvore de Balsamo”, que ficou conhecida como Bálsamo de Gileade, por crescer em abundância naquela região. Durante cerca de 1000 anos, os antigos agricultores hebreus eram os únicos no mundo a cultivar esta planta exótica. Agora, essa aventura biotecnológica de Erlich está revivendo a prática. Além dessa planta produzir um dos remédios mais importantes do mundo antigo, seu perfume era considerado o melhor do Império Romano, lembra o fazendeiro. "Acredita-se que era o primeiro ingrediente do incenso usado no Templo Sagrado e desde o período do Segundo Templo, usado como o óleo que ungia os reis de Israel. Desde o século VI, desapareceu daqui, juntamente com o povo judeu”, ensina. Para voltar a cultivá-la, Erlich conseguiu uma muda rara da planta com um cientista alemão que a levou da Arábia Saudita para Israel. Apesar das diferenças climáticas, as plantas cultivadas por ele estão se desenvolvendo bem, pois além do calor intenso, estão no  solo salgado na área perto do Mar Morto. Atualmente ele tem plantado seis hectares de mudas do Bálsamo de Gileade, mas já existem  outras 5.000 plantas prontas para serem cultivadas.
A resina retirada do tronco dá planta, as frutinhas e as folhas podem ser usadas para produção, sendo que cada uma possui fragrância e propriedade única. Além do bálsamo, ele está investindo na produção de olíbano, incenso mencionado em Êxodo 30. O agricultor explica que existem mais de 20 tipos da planta, mas este é o mesmo usado no Templo, segundo a Bíblia. Atualmente é considerado uma planta com risco de extinção. Na fazenda de Eelich há mudas de mirra e de várias outas plantas usadas na produção do incenso que deve ser queimado no Templo. Além da questão religiosa, ele conta que seu objetivo é fundar um centro de pesquisa e desenvolvimento de plantas medicinais, que espera ser benéfico para o estudo sobre as flores do Deserto.
Fonte: por Jarbas Aragão